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	<title>Arquivo de emergência médica - Grupo Parlamentar do Partido Socialista</title>
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		<title>Ministra da Saúde falhou “redondamente” e teve cobertura do primeiro-ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Catarina Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2024 12:09:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[OE2025]]></category>
		<category><![CDATA[emergência médica]]></category>
		<category><![CDATA[INEM]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O deputado do PS João Paulo Correia acusou hoje a ministra da Saúde de “falhar redondamente” na resposta à greve do INEM, tendo tido a “cobertura<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O deputado do PS João Paulo Correia acusou hoje a ministra da Saúde de “falhar redondamente” na resposta à greve do INEM, tendo tido a “cobertura do primeiro-ministro”.</p>
<p>“O colapso do sistema de emergência pré-hospitalar e o caos da resposta do INEM são da inteira responsabilidade do Governo, concretamente da senhora ministra e do senhor primeiro-ministro”, defendeu João Paulo Correia durante a audição de Ana Paula Martins no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2025.</p>
<p>O coordenador dos socialistas na Comissão de Saúde criticou a ministra por, na audição desta manhã, ter feito “um esforço de mais de 10 minutos para tentar dizer que aquilo que aconteceu se deve às dificuldades estruturais do INEM e não às suas responsabilidades por negligência e incompetência no exercício das funções”.</p>
<p>“O que é certo é que todos percebemos que quem falhou redondamente foi a ministra da Saúde com a cobertura do primeiro-ministro”, vincou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mfn_heading  align_left"><h3 class="title" style="color:#79c940;">“Olhando às circunstâncias que levaram à demissão de membros de anteriores governos, o primeiro-ministro já teria tido de demitir a ministra da Saúde”</h3></div>

<p>&nbsp;</p>
<p>João Paulo Correia disse mesmo que, “olhando às circunstâncias que levaram à demissão de membros de anteriores governos, o primeiro-ministro já teria tido de demitir a ministra da Saúde, ou a ministra da Saúde já devia ter apresentado a sua demissão”.</p>
<p>O socialista asseverou depois que a governante “soube com mais de dez dias de antecedência” que a greve iria acontecer, tal como aconteceu com o presidente do INEM, mas “não reagiu, não procurou marcar uma reunião com o sindicato como fez depois de ter conhecimento das mortes que estavam a ocorrer associadas a falhas e atrasos no INEM”.</p>
<p>João Paulo Correia comentou que ficou implícito que a estratégia do Governo era “não negociar com o sindicato”. E explicou o motivo da sua desconfiança: “Se o Governo tivesse a intenção de refundar o INEM, pelo menos uma medida estaria no plano de emergência, como também no Orçamento do Estado”.</p>
<p>Perante a insistência da governante em dizer que desconhecia a greve, João Paulo Correia garantiu que “a ministra mentiu” ao país, o que considera “inaceitável”.</p>
<p>Lamentando por o INEM estar a “sofrer muito com o padrão de negligência e incompetência” do Governo, João Paulo Correia perguntou à ministra da Saúde se não vai tirar “consequências daquilo que foi a sua negligência e incompetência”.</p>
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<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Orçamento para a saúde é um grande cheque em branco</strong></p>
<p>Por sua vez, a vice-presidente da bancada Mariana Vieira da Silva assegurou que o Orçamento do Estado para 2025 “é o maior cheque em branco em matéria de política de saúde que o Parlamento já conheceu”.</p>
<p>Mariana Vieira da Silva considerou que a equipa governativa liderada por Ana Paula Martins “já não tem qualquer credibilidade quando fala de metas, de números, de objetivos, ou de calendário”.</p>
<p>“Não há um único número que tenha sobrevivido mais de uma semana”, lamentou a socialista, recordando que “toda a informação quantitativa sobre o programa de emergência foi apagada” do portal da transparência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mfn_heading  align_left"><h3 class="title" style="color:#79c940;">“Todos os dados sobre cirurgias oncológicas desapareceram no dia em que o primeiro-ministro, num palco partidário, disse que não havia ninguém em espera”</h3></div>

<p>&nbsp;</p>
<p>E salientou que “todos os dados sobre cirurgias oncológicas desapareceram no dia em que o primeiro-ministro, num palco partidário, disse que não havia ninguém em espera para as cirurgias oncológicas”.</p>
<p>Já na nota explicativa sobre o Orçamento do Estado para 2025 “percebe-se bem que o Governo procura fazer comparações homólogas com o ano anterior e, como os números não eram bons, inventa comparações de tempo entre abril e setembro com taxas de crescimento que nada dizem sobre a evolução destes números”, denunciou.</p>
<p>Mariana Vieira da Silva deixou mais uma crítica à governante: “Pela primeira vez desde que conseguimos localizar, a nota explicativa do Ministério da Saúde não tem uma estimativa de conta do SNS para o ano, nem uma projeção do ano seguinte e isto significa que ninguém neste Parlamento sabe quanto é que vai crescer ou decrescer o investimento em cuidados de saúde primários, quanto vai crescer o trabalho extraordinário, o que vai acontecer às convenções”.</p>
<p>Sublinhando que “toda a informação foi escondida”, a vice-presidente da bancada do PS apontou uma contradição: ao mesmo tempo que a ministra diz que “a receita de impostos e a despesa em saúde cresce”, sabe-se que o Governo comunicou às ULS um crescimento orçamental de 3%.</p>
<p>O que levou a socialista a questionar “para onde vai o resto do crescimento”, admitindo que, numa avaliação dos sete meses de governação da AD, há razões “para desconfiar que seja apenas para reforçar tudo o que é relações com os privados”.</p>
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