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	<title>Arquivo de residência - Grupo Parlamentar do Partido Socialista</title>
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	<description>Site do GPPS - Grupo Parlamentar do Partido Socialista</description>
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		<title>PS tentou uma aproximação ao Governo na lei da nacionalidade que não teve correspondência em aspetos nucleares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Catarina Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 16:40:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Eurico Brilhante Dias]]></category>
		<category><![CDATA[Lei da Nacionalidade]]></category>
		<category><![CDATA[nacionalidade]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eurico Brilhante Dias lamentou a falta de acordo com o PSD sobre a revisão da lei da nacionalidade, vincando que o Partido Socialista procurou, em todos os momentos de negociação, uma aproximação à posição do Governo, e explicou que a única opção será um voto contra o diploma por constar nele “um corte grave na relação da administração pública com os cidadãos”.</p>
<p>“Fizemos um processo de aproximação e esse processo não teve correspondência em aspetos nucleares e equilibrados”, explicou o presidente do Grupo Parlamentar do PS numa conferência de imprensa, juntamente com o vice-presidente da bancada Pedro Delgado Alves. Eurico Brilhante Dias disse mesmo que o PS estava a tentar negociar um acordo que “levaria a que o Partido Socialista votasse favoravelmente o diploma, e não apenas uma abstenção”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mfn_heading  align_left"><h3 class="title" style="color:#79c940;">“Esse processo de aproximação não teve correspondência em aspetos nucleares e equilibrados”</h3></div>

<p>&nbsp;</p>
<p>Eurico Brilhante Dias frisou que “há um ponto central com o qual o Partido Socialista não podia estar de acordo”. O Governo entendeu propor a revogação do artigo da lei da nacionalidade que “permite que os cidadãos que fazem um pedido de autorização de residência tenham essa autorização a partir do momento do pedido, para depois formar, a partir desse pedido, o tempo necessário para fazerem o pedido de nacionalidade”. Ora, “o Partido Socialista apresentou uma proposta intermédia que procurava que o cidadão pudesse fazer a contagem do tempo a partir do momento em que a administração pública não cumpre o prazo de resposta”, fazendo com que os cidadãos “possam contar para efeitos de nacionalidade a sua residência a partir do momento em que o Estado, na relação com o cidadão, falha e não cumpre o prazo”, explicou.</p>
<p>Apesar de todas as tentativas do PS, o Governo não aceitou esta proposta e a solução encontrada pelo Executivo é, para o Partido Socialista, “um corte grave na relação da administração pública com os cidadãos”, assegurou, admitindo mesmo ter dúvidas do ponto de vista do quadro constitucional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Prazo para obtenção da nacionalidade vai duplicar de um dia para o outro</strong></p>
<p>Durante a votação do diploma na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, a AD, a IL e o Chega aprovaram a obtenção da nacionalidade só ao fim de dez anos de residência legal em Portugal, com um prazo de sete anos para cidadãos de países da CPLP e da UE.</p>
<p>Lembrando que a regra hoje é de cinco anos, Pedro Delgado Alves vincou que, “para muitas pessoas, esse prazo vai dobrar para dez anos num espaço de um dia para o outro, que é o momento de entrada em vigor da lei”.</p>
<p>O vice-presidente da bancada do PS esclareceu que há pessoas que esperam entre dois a três anos pela autorização de residência. “Na prática, estamos a falar de um prazo que pode ir até aos 13 anos e que, tendo em conta que a própria aquisição da nacionalidade pode demorar mais tempo, pode chegar quase aos 15 anos em que as pessoas aguardam a eventual aquisição da nacionalidade”, algo que considerou ser “um desequilíbrio muito grande”.</p>
<p>O Partido Socialista queria, igualmente, evitar a subjetividade e indeterminação de conceitos na lei. “Foi polvilhado um pouco por toda a lei da nacionalidade o recurso a conceitos indeterminados e a conceitos que são de difícil de concretização, designadamente, no que respeita à oposição à aquisição da nacionalidade e ao conhecimento da cultura”, comentou.</p>
<p>“Introduzir uma cláusula tão genérica como o ‘conhecimento da cultura’, sem que ele seja densificado neste momento em que o discutimos, parece-nos ser uma má opção”, criticou Pedro Delgado Alves, sublinhando que o PS fez uma “sugestão construtiva” que visava circunscrever ao conhecimento da história de Portugal e aos símbolos nacionais previstos na Constituição, algo que também “não foi suficiente para convencer o Governo que podia melhorar a lei”.</p>
<p>O Grupo Parlamentar do PS tem ainda uma objeção quanto à amplitude dos crimes que podem determinar a perda da nacionalidade. “Uma pessoa que pratique um crime, e mesmo um crime grave, é sancionada pelo Direito Penal português. É preciso, de facto, haver uma quebra de relação com o Estado de tal ordem grave e importante para determinar também a perda da nacionalidade”, mencionou Pedro Delgado Alves, que se mostrou contra a lista dos ilícitos “muito vasta” que admite essa perda de nacionalidade.</p>
<p>O socialista deu um exemplo que demonstra que, para além dos problemas apontados, cria também desigualdade: “Uma pessoa que tenha dupla nacionalidade poderá ser objeto desta sanção, quem só tiver nacionalidade portuguesa não poderá ser. Portanto, duas pessoas que pratiquem o mesmíssimo facto no mesmo dia, à mesma hora, até pode ser em cumplicidade, uma delas pode perder a nacionalidade portuguesa e a outra não”.</p>
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