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	<title>Arquivo de venda do Novo Banco - Grupo Parlamentar do Partido Socialista</title>
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		<title>Estado foi obrigado a vender Novo Banco em 2017 porque &#8220;alguém falhou na venda em 2015&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Catarina Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 May 2021 17:02:38 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Novo Banco]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS João Paulo Correia reiterou hoje, no Parlamento, que a liquidação do Novo Banco “não era solução, a esfera pública não era solução”, tendo a venda do banco em 2017 sido a “única solução” possível, tal como veio confirmar a auditoria do Tribunal de Contas, e lamentou que o PSD tente menorizar esta auditoria por não dizer o que os social-democratas queriam, tornando-se num “embaraço para o PSD”.</p>
<p>Começando por acusar o “discurso do PSD sobre o Novo Banco” de pecar por “graves omissões”, João Paulo Correia disse que Rui Rio se “esqueceu”, durante o debate, “de recordar a grande conclusão da auditoria do Tribunal de Contas”: “A venda do Novo Banco salvaguardou o interesse público porque evitou a liquidação do banco, que teria custos brutais para as finanças públicas e para os contribuintes”.</p>
<p>“O Dr. Rui Rio fez uma queixa à Procuradoria-Geral da República, que arquivou essa queixa, e apareceu depois a criticar a própria atuação da Procuradoria-Geral da República. Não se bastando com isso, o PSD achou por bem que devia mesmo avançar com um requerimento da auditoria ao Tribunal de Contas para que o Tribunal de Contas viesse dizer que, afinal, a gestão do Novo Banco e as chamadas de capital do Novo Banco ao Fundo de Resolução pecavam por graves erros”, lamentou o socialista durante o debate com o Executivo sobre política geral.</p>
<p>Ora, “a auditoria não diz nada disso e então o Dr. Rui Rio e o PSD passam também a menorizar esta auditoria”, tornando a “a insistir numa segunda queixa à Procuradoria-Geral da República”. Para João Paulo Correia, trata-se de “um embaraço para o PSD”.</p>
<p>Os embaraços continuam para o PSD e também para o CDS, por não se lembrarem “que quem vendeu o Novo Banco foi o Banco de Portugal e quem o Banco de Portugal contratou para vender o Novo Banco foi o Dr. Sérgio Monteiro, ex-governante da coligação PSD/CDS”, frisou.</p>
<p>“Esta figura de colocar o Dr. Sérgio Monteiro a vender o Novo Banco é a mesma coisa que colocar uma raposa à porta do galinheiro”, ironizou João Paulo Correia.</p>
<p>O vice-presidente da bancada do Partido Socialista explicou, mais uma vez, o que significaria liquidar o Novo Banco em 2017: “Liquidar significaria criar mais um universo de lesados, que iriam exigir indemnizações do Estado, mais um fundo de recuperação de créditos de centenas de milhões de euros, a escalada de juros da dívida pública em centenas de milhões de euros e, obviamente, iria provocar um risco sistémico numa altura em que a Caixa Geral de Depósitos estava a recapitalizar e o BCP e o BPI estavam em processos de reestruturação e também de recapitalização. A liquidação era o pior cenário”.</p>
<p>“O segundo cenário, como defenderam o Bloco e o PCP, era colocar o Novo Banco na esfera pública”, recordou o socialista, que mencionou que “o PSD agora, numa ideia de arrependimento, tentou recuperar um pouco que essa teria sido a melhor solução, mas não é intelectualmente honesto por parte do PSD defender que o Novo Banco devia ter ficado na esfera pública, porque o PSD sabe” que representava “auxílio de Estado”, que “obriga à intervenção da Comissão Europeia e a Comissão Europeia iria determinar de imediato um ‘haircut’ nos ativos do banco superior a 50%, o que iria obrigar o Estado português a injetar milhares e milhares de euros”.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.facebook.com/plugins/video.php?height=314&amp;href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FgrupoparlamentarPS%2Fvideos%2F1094356271056209%2F&amp;show_text=true&amp;width=560" width="560" height="429" frameborder="0" scrolling="no" allowfullscreen="allowfullscreen" data-mce-fragment="1"></iframe></p>
<p>Dirigindo-se a todas as bancadas, João Paulo Correia asseverou que “o Estado português era obrigado a vender o Novo Banco em 2017”, até porque “alguém falhou na venda do Novo Banco em 2015”. “Pedro Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque e Carlos Costa, no dia 3 de agosto de 2014, prometeram duas coisas: que o Novo Banco era um banco de transição e seria vendido no espaço de dois anos – e falharam –, e prometeram também que o Novo Banco não teria custos para os contribuintes. Inventaram este modelo e falharam também”, relembrou.</p>
<p>Relativamente aos prémios de gestão, “o PS foi o primeiro partido a reagir. Disse que a atribuição de prémios de gestão por parte do Novo Banco aos seus administradores e gestores de topo era imoral”, vincou João Paulo Correia, que acrescentou que “o plano de reestruturação do Novo Banco proíbe a atribuição de prémios de gestão até à conclusão do plano de reestruturação”.</p>
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