No dia 18 de janeiro, a escolha é segura
Estamos no segundo dia do ano. 2026 deve ser, como bem disse o candidato presidencial António José Seguro na sua mensagem de Ano Novo, um ano de esperança.
No próximo dia 18 de janeiro somos chamados novamente às urnas. É a terceira vez que o fazemos nos últimos sete meses e a quinta nos últimos dois anos. Esta sucessão eleitoral cria, naturalmente, um terreno fértil para o populismo e para os vendedores de “banha da cobra”. E assim tem sido. Mas no dia 18 estaremos a votar naquela que será, aparentemente, a primeira volta das eleições presidenciais, para escolher o mais alto magistrado da Nação. Essa escolha exige responsabilidade, ponderação e sentido de Estado.
Segundo todas as sondagens, teremos segunda volta, a realizar no início de fevereiro. Não é uma novidade em Portugal, mas já passaram 40 anos desde a última vez que isso aconteceu, quando Mário Soares venceu e, na segunda volta, soube unir o país. Essas eleições continuam a ser uma lição: o vencedor da primeira volta não é necessariamente o vencedor final. Se queremos alguém da nossa área política na segunda volta, temos de concentrar votos, para que no dia das eleições não sejamos confrontados com um sentimento tardio de culpa.
Apoio convictamente a candidatura de António José Seguro. Pela sua moderação, equilíbrio, sentido de Estado, visão europeísta e solidária do mundo, é a escolha certa.
O seu percurso cívico de décadas é distintivo. Um candidato de centro-esquerda, com capacidade real de unir diferentes sensibilidades, sendo, na sua área política, o único com essa capacidade agregadora.
É alguém que conhece o país real. Das origens em Penamacor às Caldas da Rainha, cidade que escolheu para viver e criar a sua família, conhece Portugal para além do centralismo, sem deixar de o compreender. Como deputado, liderou a mais importante reforma do Parlamento; como eurodeputado, foi relator do Tratado de Nice; tem experiência governativa e sabe usar tanto a palavra no momento certo como o silêncio quando necessário. Ter sido Presidente da Assembleia Municipal de Penamacor deu-lhe uma compreensão profunda do poder local e das dificuldades do interior.
O país encontra-se hoje fortemente inclinado à direita – no Governo, nos Governos Regionais e em muitas autarquias. Por isso, é essencial garantir equilíbrio institucional: um Presidente que não seja o carimbo do Governo, que não confunda Belém com São Bento e que tenha experiência efetiva e maturidade para o exercício da função presidencial.
Conheci pessoalmente António José Seguro quando eu era secretário para a organização da Juventude Socialista, trabalhei com a direção do PS recentemente eleita e, no Parlamento, quando era líder do Partido. No início deste ano, numa conversa privada, transmiti-lhe que via com muito bons olhos a sua candidatura a Presidente da República, numa ocasião em que tive o prazer de aceitar o seu convite para um café e uma nata – gesto simples, mas revelador da proximidade que mantém com as pessoas.
Agora é tempo de mobilizar. No próximo dia 7, vamos receber António José Seguro em Santarém com toda a energia, certos de que é fundamental concentrar votos. Os candidatos à esquerda do PS prestariam um grande serviço ao país se retirassem as suas candidaturas e lhes manifestassem apoio.
António José Seguro é o único candidato de esquerda com reais condições de chegar à segunda volta. É o mais fiável, o que melhor compreende os poderes do Presidente da República e o que melhor garante o funcionamento equilibrado das instituições. O Presidente que o país necessita. No dia 18 de janeiro, a escolha é segura.
