
Silêncio da ministra da Saúde é cada vez mais insustentável
A vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS Mariana Vieira da Silva acusou o Governo de ter falhado “em toda a linha” na área da saúde e considerou que o mais chocante é “a ausência da ministra da Saúde”, avisando que “não dar a cara é cada vez mais insustentável”.
Mariana Vieira da Silva recordou, numa declaração política no Parlamento, “quando o Governo do primeiro-ministro Luís Montenegro tomou posse e assumiu a saúde como prioridade”. “Quase dois anos depois, as promessas feitas antes das eleições falharam”, assegurou.
A socialista deixou várias críticas ao Governo da AD, entre elas quando, na mesma semana, reconheceu a “falta de capacidade de resposta no socorro no distrito de Setúbal e, ao mesmo tempo, admitiu que encerrará as urgências de obstetrícia em Setúbal”, mantendo apenas uma urgência aberta para servir um distrito onde vivem mais de 900 mil pessoas.
“A substituição de conselhos de administração parece ser a única coisa em que o Governo é eficaz”
“A substituição de conselhos de administração parece ser a única coisa em que o Governo é eficaz”
Com ironia, Mariana Vieira da Silva afirmou que “a substituição de conselhos de administração parece ser a única coisa em que o Governo é eficaz”, uma vez que “já substituíram quase todos, existindo mesmo conselhos de administração que já substituíram duas vezes”.
“Tinham um plano que, a curto e médio prazo, ia resolver os problemas e falharam; iam acabar com a espera nas cirurgias para além do tempo máximo de resposta garantido e falharam; iam reduzir ou mesmo acabar com o problema dos portugueses sem médico de família e falharam, são mais 18 mil”, enumerou a deputada do PS, acrescentando que “a linha SNS24 ia ser a solução para os problemas de acesso ao SNS” e, mais uma vez, falharam, “porque 30 em cada cem chamadas deixaram de ser atendidas”.
Ninguém vê a ministra em momentos difíceis
Mariana Vieira da Silva considerou que, “de tudo isto, nada é mais chocante que a ausência da ministra da Saúde” e defendeu que “não dar a cara é imperdoável”, mas é algo que “acontece sempre que há alguma fatalidade”.
“Ninguém vê, ninguém ouve a ministra Ana Paula Martins em momentos difíceis”, criticou.
“Ninguém vê, ninguém ouve a ministra Ana Paula Martins em momentos difíceis”
“Ninguém vê, ninguém ouve a ministra Ana Paula Martins em momentos difíceis”
A vice-presidente da bancada do PS asseverou que “a expectativa de que deste Governo venha alguma solução já não existe” e explicou que essa é a “consequência de fugir sempre de tudo, até das audições parlamentares agendadas há meses”.
“Não dar a cara é imperdoável, é irresponsável e é visível para todos menos para o primeiro-ministro. Não dar a cara é cada vez mais insustentável”, atacou.
Mariana Vieira da Silva comentou ainda que, “neste momento, todo o Ministério da Saúde replica a ministra na reação ao falhanço”, tendo mesmo chegado “ao cúmulo de ter a direção executiva [do SNS] a responsabilizar a linha SNS24 para não assumir as responsabilidades dos nascimentos nas ambulâncias”.