Hospital do Seixal: o compromisso do PS e a (ir)responsabilidade da AD
O Hospital do Seixal não é um luxo, nem um capricho. É uma urgência. É uma resposta que tarda e que faz falta — todos os dias! Mais de 250 mil pessoas dos concelhos do Seixal, Almada e Sesimbra continuam a viver com muitas dificuldades no acesso a cuidados hospitalares fundamentais. Esta não é uma estatística: são vidas, são famílias, são idosos, crianças, trabalhadores.
Desde 2009 que o compromisso está assumido. O Estado e o Município firmaram um protocolo e, desde então, o Partido Socialista tem estado na linha da frente para transformar essa promessa em realidade. Não se trata apenas de construir paredes ou inaugurar serviços, trata-se de respeitar um direito básico: o acesso à saúde.
Sabemos que o país passou tempos difíceis. A crise económica e as imposições da Troika atrasaram projetos, cortaram fundos, limitaram sonhos. Mas no PS nunca desistimos. Em 2018, o processo foi retomado. Em 2020, o projeto técnico ficou pronto. Hoje, temos o terreno, temos o projeto, temos tudo preparado para avançar. Falta apenas uma coisa: ação política.
É urgente que o Hospital do Seixal entre no próximo Orçamento do Estado e que a sua construção avance. As pessoas não aguentam mais esperar. Cada dia sem este hospital é um dia em que alguém se vê obrigado a percorrer quilómetros para ser tratado, um dia em que um serviço de urgência rebenta pelas costuras, um dia em que a saúde fica para depois.
O Governo da AD fala na concretização do hospital, mas sem prazos, sem plano, sem garantias. Fala-se como se bastasse repetir a palavra “concretizar” para que tudo acontecesse. Mas não acontece. E a verdade é que, sem compromisso real, tudo fica na mesma.
Ao mesmo tempo, é importante sublinhar que a gestão da Câmara Municipal do Seixal, liderada pela CDU, tem dificultado a instalação de unidades hospitalares privadas no concelho, uma postura que penaliza diretamente a população. A CMS tem seguido uma linha ideológica que bloqueia o desenvolvimento do setor privado da saúde, mesmo quando este poderia complementar o SNS e melhorar a capacidade de resposta. Acredito firmemente que, quando falamos de saúde, não há lugar para dogmas. O que está em causa é garantir cuidados rápidos, eficientes e de qualidade — públicos e/ou privados. Recusar essas soluções por razões ideológicas é um erro grave, que prejudica diretamente os cidadãos.
A construção do Hospital do Seixal é uma questão de justiça. É uma questão de dignidade. É dar às pessoas aquilo a que têm direito: cuidados de saúde de qualidade, perto de casa, quando deles precisam. É reforçar o Serviço Nacional de Saúde. É aliviar a pressão noutros hospitais. É salvar vidas.
Com as eleições autárquicas a aproximarem-se, os cidadãos do Seixal têm uma escolha a fazer. Uma escolha entre promessas vagas e compromissos concretos. Entre quem adia e quem age. Entre quem complica e quem constrói soluções.
O Hospital do Seixal não pode ser apenas mais um projeto adiado. As promessas não bastam. A população precisa de respostas. E o Partido Socialista não vai descansar enquanto este hospital não for uma realidade.
