Nota à Comunicação Social
Deputados socialistas de Leiria consideram inaceitável isenção de portagens por apenas uma semana
Os deputados do Partido Socialista eleitos pelo Círculo Eleitoral de Leiria consideram que isentar de portagens a Autoestrada 8 (A8) por apenas uma semana é uma medida claramente insuficiente face à gravidade da situação que se vive na região.
Eurico Brilhante Dias e Catarina Louro têm estado a acompanhar em permanência o evoluir da situação no distrito de Leiria, no terreno e em contacto pessoal ou telefónico com os autarcas e demais agentes que estão a dar resposta à calamidade, tendo confirmado que a utilização do troço da A8 entre a Marinha Grande e Leiria é essencial para os trabalhos de reconstrução.
Surpreendidos hoje com a decisão do Governo de uma isenção por apenas uma semana, sublinham que a medida é inaceitável e que não responde minimamente às necessidades reais do território.
“Esta decisão confirma que a isenção era necessária e justa, mas o Governo tem agora de assumir que a reconstrução vai ser longa e que as medidas excecionais têm de acompanhar essa realidade”, afirma Eurico Brilhante Dias.
“Estamos perante um Governo que parece continuar sem a noção da verdadeira dimensão da catástrofe. Vão ser necessários meses de trabalho, de deslocações permanentes de equipas técnicas, de empresas, de autarcas e de cidadãos, numa região com uma atividade económica muito significativa para todo o país e cujos impactos de uma paralisação prolongada estão longe de ser apurados”, acrescenta.
Os deputados insistem na reivindicação já feita ontem pelo Secretário-Geral do Partido Socialista que, num documento entregue ao Primeiro-Ministro com um Programa Nacional de Recuperação, Estabilização e Resiliência Climática para responder ao impacto da depressão Kristin, incluiu a isenção das portagens neste troço como medida necessária.
“Esta isenção tem de durar o tempo que for necessário, até que todas as infraestruturas estejam reconstruídas, até porque a sobrecarga da EN242, já hoje com fortes limitações, tornará a mobilidade neste eixo urbano particularmente difícil”, sublinha Catarina Louro. “Mesmo que temporária, esta isenção é imprescindível e da mais elementar justiça para aqueles que estão a sofrer uma situação muito grave”, acrescenta a deputada.
Os deputados garantem que vão continuar a acompanhar de perto o evoluir da situação e que estão a recolher toda a informação para que, em sede parlamentar, possam a vir a propor medidas que procurem minimizar os graves prejuízos provocados por esta depressão.
Gabinete de Imprensa do GPPS
3 de fevereiro de 2026