Nota à Comunicação Social
Catarina Louro alerta para dimensão económica nacional dos prejuízos em Leiria
A deputada do Partido Socialista eleita pelo Círculo Eleitoral de Leiria, Catarina Louro, disse hoje que os impactos sociais e económicos das intempéries que assolaram o país nas últimas semanas vão muito para além dos prejuízos que as entidades conseguem contabilizar e sublinhou que não podem ser as pessoas e as empresas das zonas afetadas a pagar a fatura das tempestades.
No plenário que decorreu na Assembleia da República subordinado ao tema “Escudo Social: Proteger e reconstruir as comunidades nos concelhos afetados pelas tempestades”, Catarina Louro falou do que aconteceu no distrito para demonstrar que o alcance dos impactos não é apenas regional, é de dimensão nacional.
Segundo a deputada, estão em causa as horas de produção que não aconteceram, os contratos que não se cumpriram, os clientes que se perderam, as cadeias de abastecimento interrompidas.
“Podemos dar o exemplo de uma qualquer indústria na Alemanha, de viaturas que dependem muitas das vezes de componentes produzidos na Marinha Grande, em Leiria ou Pombal. Se não chegam, a linha pára. E quando a linha pára, há penalizações”.
Segundo a deputada, as empresas tentam, desde o dia 28 de janeiro, contrariar esta realidade, estando muitas a suportar encargos de 30.000 euros por dia para manter geradores ligados, sem qualquer apoio do Governo. Catarina Louro lembrou que a região de Leiria tem uma base industrial fortemente exportadora e tecnológica, integrada em cadeias globais, e que depende criticamente de energia e comunicações.
Para a deputada, este não é um problema regional, mas sim nacional, que compromete o futuro de todos. E se Portugal construiu ao longo de décadas uma reputação de fornecedor fiável e competitivo, essa reputação é um ativo estratégico nacional que às empresas devemos.
Por isso, a deputada questiona se o Governo está a avaliar as consequências destes impactos no PIB nacional, nos indicadores económicos dos próximos anos, no rendimento das famílias, na retenção de talento e na atração de investimento.
E defendeu que, na região de Leiria, onde várias vias ficaram intransitáveis ou condicionadas, a isenção temporária de portagens nas autoestradas que servem a região não é um privilégio. “É uma medida essencial para garantir mobilidade e reduzir custos logísticos num momento em que as empresas já estão sob enorme pressão”
Defendeu ainda o lay-off simplificado a 100%, garantindo a totalidade dos rendimentos aos trabalhadores, porque perder trabalhadores qualificados agora é perder competitividade no futuro, e o reforço das subvenções a fundo perdido, ajustadas à maturidade das empresas e ao seu desempenho.
Por último, Catarina Louro sublinhou que “Leiria não quer um penso rápido. Queremos um upgrade estrutural, deixando as empresas mais fortes, mais modernas, mais resilientes e mais verdes. Queremos um upgrade com uma total transparência, pelo que precisamos de indicadores claros e desagregados”.
Vídeo da intervenção: https://youtu.be/rkXoR9xwQTE
Gabinete de Imprensa do GPPS
25 de fevereiro de 2026