Um território intergeracional: o papel do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) na fixação de jovens
A promoção de um território económica e socialmente coeso exige prioridades multifatoriais para o Alto Minho.
Entre elas, destaca-se a valorização de um ensino superior capaz de responder às necessidades do território e às aspirações dos jovens, articulando formação, investigação, inovação e economia local.
Este princípio dificilmente suscita objeções. O desafio está na sua concretização: atrair e fixar cada vez mais estudantes num distrito que, em apenas uma década, perdeu cerca de 5,5 % da sua população e enfrenta um défice de jovens, numa clara tendência de envelhecimento demográfico.
Numa altura em que se concretizam investimentos estruturantes no reforço da investigação, na diversificação da oferta formativa e na melhoria das condições de habitabilidade estudantil, importa ir mais longe. A fixação de jovens exige instrumentos adicionais e uma articulação eficaz entre a instituição, a esfera pública local e nacional, o setor empresarial e o tecido social, afirmando o IPVC como instituição de referência nacional.
Precisamente num momento em que o IPVC volta a mostrar, no âmbito da rede transnacional de universidades europeias dedicada à inovação regional e sustentabilidade, o seu papel pioneiro na cooperação, no conhecimento e na promoção da excelência científica e da inovação pedagógica, cabe-nos potenciar esse impacto no território.
Fazer do Alto Minho um território onde as gerações crescem, convivem e constroem futuro num espaço comum depende, por isso, de um investimento claro e estratégico no IPVC e na sua missão. Não como uma opção circunstancial, mas como uma prioridade efetiva e estruturante. Só com esse compromisso coletivo afirmaremos um Alto Minho feito por quem aqui escolhe viver, aprender e trabalhar.
Fonte: Marina Gonçalves. Alto Minho. 28 de fevereiro de 2026
