A mobilidade como fator de coesão
Pensar estruturalmente um território tão rico e diverso como o Alto Minho pressupõe colocar a mobilidade como pilar de uma estratégia comum.
Não começamos do zero e há certamente melhorias a salientar. Lembrar a eletrificação da Linha do Minho, a reabilitação de estradas como a EN 101 entre Valença e Monção, o fomento do tecido empresarial com acessos rodoviários a zonas industriais de Paredes de Coura e Viana do Castelo e ao Porto de Mar de Viana do Castelo, ou a recente extinção do pórtico do Neiva, na A28.
Mas nada disto é um favor que se faz ao território. É mesmo uma questão de respeito. E é precisamente com base nesse respeito que precisamos de apontar para o longo caminho ainda a percorrer para que esta resposta chegue mesmo a todos os alto-minhotos.
Falo de respeito por considerar que, a título de exemplo, a impensável distância de concelhos com maiores índices de interioridade a respostas fundamentais como os cuidados de saúde deve mobilizar-nos neste plano estruturado e comum. O mesmo se diga sobre as dificuldades diárias que famílias e empresas passam para circular dentro do distrito, com impacto nas suas vidas pessoais e na capacitação do nosso tecido empresarial e económico.
A Comunidade Intermunicipal tem aqui um papel central, não como decisor direto, mas como promotor de decisões consolidadas e comuns que definam os investimentos necessários e a respetiva priorização. Da melhoria de vias existentes, à criação de novas respostas que reduzam a distância temporal por exemplo no eixo Valença-Melgaço ou Ponte de Lima – Arcos de Valdevez; da tão desejada linha de alta velocidade Lisboa-Vigo, à garantia de soluções que retirem o trânsito do centro de muitos municípios e que liguem de forma mais rápida e eficaz o nosso distrito a outros vizinhos. São alguns exemplos do muito que há a fazer.
Que sejamos voz da continua melhoria do nosso território e que sejamos garante deste trabalho comum para fomentar a tão importante coesão do nosso Alto Minho.
