
Médio Oriente: Cabe ao Governo apresentar medidas que se sintam na carteira dos portugueses
O deputado do PS Hugo Costa defendeu que cabe ao Governo da AD apresentar, com rapidez, medidas “que se sintam verdadeiramente na carteira dos portugueses” para combater o impacto económico causado pelo conflito no Médio Oriente e assegurou que, “num contexto de elevada incerteza internacional, a pior decisão é não decidir”.
“A pior decisão é não decidir”
“A pior decisão é não decidir”
“Desde o início do conflito, o preço dos combustíveis aumentou de forma significativa”, indicou Hugo Costa, que afirmou que é do conhecimento geral que “quando a energia sobe, sobe o custo de vida”.
Numa interpelação ao Governo agendada pelo PCP sobre a escalada de preços em consequência da guerra no Médio Oriente, o deputado do PS frisou que “o aumento do preço dos combustíveis tem impacto direto nos transportes, na produção, na distribuição e, inevitavelmente, nos bens essenciais”.
“Portugal já viveu tempos semelhantes e sabemos que, quando o Estado não atua atempadamente, quem paga a fatura são sempre os mesmos – as famílias e as pequenas empresas”, comentou.
Hugo Costa avisou o Governo que “em tempos excecionais são exigidas respostas excecionais”. Ora, “é fundamental garantir que a subida dos preços internacionais dos combustíveis não se traduz no aumento da carga fiscal sobre os portugueses”, defendeu o socialista, sublinhando que “o princípio da neutralidade fiscal deve ser respeitado e o Estado não deve arrecadar receita adicional às custas de uma crise internacional que penaliza famílias e empresas”.
“Em tempos excecionais são exigidas respostas excecionais”
“Em tempos excecionais são exigidas respostas excecionais”
“Devemos igualmente garantir tratamento equitativo aos setores mais expostos a este choque energético”, como a agricultura, as pescas, os táxis, os transportes, a logística e os bombeiros, que “enfrentam aumentos muito significativos de custos”, assegurou.
Importa também não esquecer o gás engarrafado, que “não pode ficar de fora desta resposta pública, mas essa resposta deve ser para todos e não exclusivamente para aqueles que têm tarifa social”, alertou.
Hugo Costa vincou que “a experiência recente dos governos do Partido Socialista mostra que acompanhar de forma próxima a evolução dos preços ao longo de toda a cadeia alimentar, desde a produção ao consumidor final, é essencial”.
No final da sua intervenção, o socialista referiu que “Portugal não pode atuar sozinho”. Para tal, “é fundamental que o Governo leve esta preocupação para o plano europeu e defenda instrumentos a nível internacional”, aconselhou.