Nota à Comunicação Social
Deputados socialistas querem avaliação de modelos existentes e iniciativas inovadoras para atrair jovens para as Forças Armadas
Os deputados do Partido Socialista que integram a Comissão de Defesa Nacional consideram essencial que o país faça uma avaliação das medidas e programas que têm sido adotados nos últimos anos para atrair jovens para as Forças Armadas e defendem uma abordagem integrada que articule políticas de educação, defesa e juventude, reforçando a cultura de segurança, defesa e proteção civil do país.
Num Projeto de Resolução entregue na Assembleia da República, os parlamentares recomendam ao Governo que faça um estudo abrangente e atualizado sobre o modelo do Dia da Defesa Nacional, que proceda a uma avaliação do atual Referencial de Educação para a Segurança, a Defesa e a Paz, bem como a articulação das suas matérias com a disciplina de Cidadania. Para os deputados, é importante conhecer o grau de implementação deste Referencial nas escolas, a sua eficácia na promoção da cultura de segurança, defesa e proteção civil, e a sua adequação e necessidade de atualização de conteúdos, metodologias e instrumentos pedagógicos.
Pretendem também que o Governo estude, em parceria com as Forças Armadas, a criação de projetos-piloto de programas de curta duração ou modalidades flexíveis de prestação de serviço, com carácter voluntário, avaliando o seu impacto no recrutamento e atratividade da carreira militar.
Propõem ainda o reforço da articulação entre as Forças Armadas e o sistema educativo civil, designadamente através de programas de formação dual, estágios, bolsas de estudo, e o desenvolvimento de iniciativas de comunicação e proximidade dirigidas aos jovens, com vista a reforçar o conhecimento público das missões das Forças Armadas e das oportunidades de carreira.
Para os deputados socialistas, a dificuldade no recrutamento e na retenção de jovens nas Forças Armadas – um problema transversal a vários países – num contexto cada vez mais exigente decorrente das tensões geopolíticas, deve fazer-nos olhar para experiências de outros países. É o caso, por exemplo, da criação de modelos mais flexíveis de prestação de serviço, que incluem programas de curta duração ou modalidades híbridas de participação cívica e militar, como acontece nos Países Baixos e na Bélgica.
Em paralelo, têm sido reforçadas as ligações ao sistema educativo, através de programas universitários financiados, formação técnica certificada e regimes de participação parcial durante os estudos. Na Bélgica, por exemplo, a incidência acontece logo no ensino secundário, com a introdução da área curricular de Security & Safety, uma medida que tem sido considerada um sucesso em termos de números, funcionado como um primeiro contacto entre os estudantes e as profissões ligadas à segurança e defesa.
Gabinete de Imprensa do GPPS
7 de abril de 2026