
Carlos Pereira denuncia dois anos de “simulacro de ação política” da AD
O deputado do PS Carlos Pereira considerou que os dois anos de governação da AD foram de “simulacro de ação política” e avisou que “o fingimento sobre o estado do país não esconde o sofrimento dos portugueses”.
Numa declaração política, Carlos Pereira recordou o “exercício de auto glorificação” do primeiro-ministro para assinalar os dois anos de Governo e assegurou que “Portugal inteiro viu Montenegro desligado do mundo onde vivem as pessoas de carne e osso, embrulhado numa bolha de propaganda e num molhe de presunções, quase nenhuma capaz de ser confirmada com factos”.
“Portugal inteiro viu Montenegro desligado do mundo onde vivem as pessoas de carne e osso”
“Portugal inteiro viu Montenegro desligado do mundo onde vivem as pessoas de carne e osso”
“Depois, ainda vimos o primeiro-ministro, com soberba e profunda insensibilidade, a desprezar os avisos e as críticas aos evidentes sinais de falhanço das suas políticas”, lamentou.
O socialista considerou tratar-se de um “grande desplante” a forma como Luís Montenegro vê o legítimo exercício do contraditório dos partidos da oposição: “Como um mero obstáculo incomodativo que ele sugere desprezar, como aliás tentou fazer com o direito à greve para travar a instabilidade que provocou no país quando as suas orientações arcaicas sobre a lei do trabalho promoveram uma inédita unidade entre duas grandes sindicais”.
Assegurando que “o fingimento sobre o estado do país não esconde o sofrimento dos portugueses”, Carlos Pereira garantiu que o Partido Socialista não se deixa iludir “pelos vendilhões de ilusões que habitam a governação da AD”.
Governo passa esponja sobre os problemas
“Até o comboio de tempestades que sacudiu o país acabou por passar por cima dos meandros da ficção e da insensatez deste Governo”, criticou o socialista.
Carlos Pereira sublinhou que, “a meio deste abalo que deixou o país submerso, parado e sem telhados, o ministro da Economia não hesitou em lembrar que os portugueses que ficaram sem emprego ainda tinham dinheiro para gastar até ao fim do mês”.
“O ministro da Economia não hesitou em lembrar que os portugueses que ficaram sem emprego ainda tinham dinheiro para gastar”
“O ministro da Economia não hesitou em lembrar que os portugueses que ficaram sem emprego ainda tinham dinheiro para gastar”
“Portanto, era preciso calma, parecia querer alertar o ministro, mas já passaram dois meses, o prazo já passou para finais de junho e as vítimas continuam a precisar de ajuda que não chega”, asseverou.
Entretanto, rebentou mais uma guerra e com ela veio outra crise petrolífera acompanhada de inflação. “Em Espanha, reduz-se o IVA dos combustíveis, do gás e da eletricidade e concedem-se apoios ao povo e proteção ao emprego”, mas, em Portugal, “gere-se à míngua o ISP para o Estado não ganhar muito, além do que já ganha, e os portugueses apertarem o suficiente”, comparou o deputado, lamentando que, mais uma vez, o Governo da AD tenha passado “uma esponja sobre os problemas”.
No final da sua intervenção, Carlos Pereira sustentou que “os vereditos proféticos do Governo da AD são tesourinhos irritantes que a claque do poder repete mesmo sabendo que são desmentidos pela realidade”.