PS congratula-se com aprovação das alterações ao subsídio social de mobilidade
O Parlamento aprovou hoje, em votação final global, as alterações ao Decreto-Lei que define um novo modelo para atribuição do subsídio social de mobilidade nas ligações aéreas entre as Regiões Autónomas e o Continente, que mereceu um grande contributo do PS, apesar do voto contra do PSD e da abstenção do CDS-PP.
Em declarações à comunicação social, o deputado do PS Carlos Pereira congratulou-se pela “mudança significativa” feita no subsídio social de mobilidade implementado pelo Governo da AD em janeiro.
Tratava-se de “um modelo que não agradou nem aos açorianos, nem aos madeirenses, que introduziu obstáculos significativos à sua mobilidade”, sintetizou Carlos Pereira, que salientou o “esforço significativo” feito na Assembleia da República para que todos esses obstáculos fossem removidos.
Depois de uma larga maioria entre PS, Chega, BE, Livre, PAN e JPP, “o Governo da AD perdeu em toda a linha naquilo que estava a tentar fazer com os madeirenses e açorianos”, vincou.
“O Governo da AD perdeu em toda a linha ”
“O Governo da AD perdeu em toda a linha ”
O socialista lembrou que o Executivo “estava a tentar obrigar a que os madeirenses e açorianos tivessem de apresentar declarações de ausência de dívida à Segurança Social e ao fisco, e estava a introduzir tetos que prejudicavam os benefícios que estavam em vigor”.
“Aliás, a plataforma que foi implementada é, ela própria, um caos total que introduz burocracia e que não resolveu nenhum problema”, acrescentou.
Carlos Pereira assegurou que o dia de hoje é “muito importante para 500 mil portugueses que vivem nas Regiões Autónomas” e lembrou que este novo modelo precisa de ser regulamentado, cabendo ao Governo da AD a sua implementação.
O deputado do PS Emanuel Câmara, que também estava presente nas declarações, pediu ao Governo para ser “célere” na aplicação da lei, “para bem da coesão territorial e da coesão do próprio país”.
Emanuel Câmara sustentou que “hoje, na casa da democracia, viveu-se o verdadeiro sentido da autonomia”.
Está a ser reposto um direito
Antes, numa declaração de voto oral a seguir à votação, o vice-presidente da bancada Francisco César admitiu sentir orgulho por o Partido Socialista não ter falhado aos açorianos e aos madeirenses e por o Parlamento ter resolvido o problema.
“Corrigimos este erro, não alterámos apenas um regime, estamos a repor um direito”, frisou.
“As Regiões Autónomas não são um detalhe”
“As Regiões Autónomas não são um detalhe”
Francisco César asseverou que “esta vitória teve um custo, que foi pago pelos açorianos, pelos madeirenses e porto-santenses, com dificuldades, incertezas e perda de confiança”.
O deputado eleito pelo círculo dos Açores deixou claro que “as Regiões Autónomas não são um detalhe, nem são um território que possa ser tratado com leviandade”.
