
PS está sempre do lado das comunidades portuguesas
O presidente do Grupo Parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, defendeu a importância de o país apoiar as suas comunidades, onde se insere a comunidade portuguesa na Venezuela, e assegurou que a libertação de presos políticos é um assunto de Estado.
“O debate de hoje é saber se estamos ou não ao lado das comunidades e daqueles que querem uma transição democrática e pacífica na Venezuela”, vincou Eurico Brilhante Dias depois de criticar a posição do deputado da Iniciativa Liberal Rui Rocha que, num ato de “partidarite aguda, usou as comunidades para atacar o secretário-geral do PS” por ter ido à Venezuela – pela décima vez –, “estando ao lado das comunidades”.
“As comunidades conhecem bem José Luís Carneiro”, garantiu o líder parlamentar do PS, que reafirmou que o Partido Socialista “não brinca com as comunidades”, que são “assunto de Estado”.
“Este é o momento de falar para defender os presos políticos”
“Este é o momento de falar para defender os presos políticos”
Eurico Brilhante Dias sustentou que “este é o momento de falar para defender os presos políticos” e recordou que na Assembleia Nacional da Venezuela “estão aqueles que conduzem um processo de amnistia que já libertou portugueses e que ainda vai libertar mais”.
O presidente da bancada socialista mostrou uma fotografia do secretário de Estado das Comunidades do Executivo da AD numa visita ao país e, com ironia, comentou que o sofá onde o governante está sentado é o mesmo onde Eurico Brilhante Dias e José Luís Carneiro estiveram “a pedir para libertarem os portugueses que ainda estão detidos”.
O importante são os presos políticos e as suas famílias
Reagindo também às críticas do deputado João Almeida do CDS, Eurico Brilhante Dias afiançou que o problema do centrista é “político”, já que “o secretário-geral do PS foi à Venezuela antes do Governo”.
“A direita portuguesa tem um problema: às segundas, quartas e sextas acha que o presidente Trump é a última Coca-Cola no deserto; às terças, quintas e sábados diz que não há uma democracia na Venezuela”, criticou o presidente do Grupo Parlamentar do PS, afirmando que “não há uma democracia na Venezuela”, mas “o processo de amnistia começa, precisamente, com a intervenção dos Estados Unidos da América”.
E é por isso que “há muitos portugueses e muitas famílias portuguesas que têm expectativas que, mesmo dentro daquele regime, os portugueses sejam libertados”, disse.
Aconselhando João Almeida a trabalhar, tal como o PS, para conseguir libertar mais presos políticos, Eurico Brilhante Dias lamentou que, atualmente, “nada distinga o CDS da gritaria do Chega”.