Nota à Comunicação Social
Deputado do PS Luís Dias quer saber quantos utentes estão sem médico de família e pede medidas urgentes para o Alentejo Central
O deputado socialista Luís Dias quer saber quantos utentes se encontram sem médico de família no Alentejo Central e que medidas concretas prevê o Governo implementar para reforçar a capacidade de resposta dos Cuidados de Saúde Primários na região.
Numa pergunta dirigida à Ministra da Saúde, o deputado eleito pelo Círculo de Évora lembra as notícias vindas a público que apontam para um aumento significativo do número de utentes sem médico de família no país e, por isso, exige dados objetivos sobre a realidade do Alentejo Central e do distrito de Évora, região caracterizada por uma baixa densidade populacional, pelo envelhecimento demográfico e pela dispersão geográfica das populações.
“Num território onde os índices de envelhecimento se encontram entre os mais elevados do país e onde as acessibilidades aos cuidados de saúde apresentam desafios acrescidos, a ausência de médicos de família tem impactos particularmente gravosos, comprometendo o acompanhamento de doentes crónicos, a prevenção da doença e a resposta atempada às necessidades de saúde”, sublinha o deputado para justificar a necessidade de uma “atenção específica por parte do Estado e a adoção de políticas adequadas às necessidades dos territórios do interior”.
Nesse sentido, e para além de dados desagregados por concelho que permitam conhecer com rigor a situação atual da região, Luís Dias pergunta à Ministra da Saúde que iniciativas estão em curso para atrair e fixar médicos de Medicina Geral e Familiar nestes territórios e quais os resultados esperados dessas medidas.
Solicita ainda, para o período homologo de cada um dos últimos cinco anos, o número de utentes sem médico de família, o número de médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar em funções, bem como o número de vagas ou necessidades identificadas para assegurar a cobertura integral da população.
Pretende igualmente saber se existe algum plano específico dirigido às regiões do interior com maiores carências de profissionais de saúde, tendo em vista garantir o acesso universal a médico de família e reduzir as desigualdades territoriais no acesso aos cuidados de saúde.
Luís Dias sublinha que os cuidados de saúde primários constituem um dos pilares fundamentais do Serviço Nacional de Saúde, assegurando a promoção da saúde, a prevenção da doença e o acompanhamento regular dos cidadãos ao longo da vida. Neste âmbito, o médico de família desempenha um papel insubstituível na garantia da proximidade, da continuidade dos cuidados e da adequada gestão das necessidades de saúde da população.
“A inexistência de médico de família atribuído representa, por isso, uma limitação relevante no acesso aos cuidados de saúde e um fator de agravamento das desigualdades no sistema”, conclui o deputado.
Gabinete de Imprensa do GPPS
8 de junho de 2026