
PS pede ao ministro da Educação uma palavra de tranquilidade sobre os exames nacionais
O vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS Porfírio Silva exigiu que o ministro da Educação dê uma “palavra de tranquilidade” aos estudantes do ensino secundário e famílias após as recentes polémicas sobre os exames nacionais.
Numa altura em que o país está num período de exames nacionais, “dezenas de milhares de famílias estão preocupadas com a sucessão de notícias que têm vindo a público sobre incidentes vários no processo de exames”, apontou o socialista em declarações à comunicação social.
Por isso, “o ministro da Educação não pode perder nem mais uma hora para dar uma palavra de tranquilidade aos estudantes e às famílias sobre o processo dos exames de ensino secundário, que, como sabemos, implicam diretamente com o acesso ao ensino superior”, defendeu.
Porfírio Silva assegurou que o Partido Socialista não quer entrar, para já, no escrutínio político do processo, sendo que essa avaliação deve ser feita na audição do ministro Fernando Alexandre no Parlamento, prevista para dia 1 de julho.
Sustentando que esta é uma fase da vida dos estudantes em que “já há muita pressão e muita ansiedade”, o vice-presidente da bancada do PS reafirmou ser necessário que o Governo transmita “uma palavra de tranquilidade sustentada e de garantia” de que o período de exames nacionais vai decorrer “sem mais perturbações e será concluído em devidas condições”.
“Há muitos indicadores de que há várias coisas que não estão a correr como deviam”, referiu Porfírio Silva. Uma pergunta do exame nacional de Português era igual à de um manual publicado pela Leya.
Depois de a presidente do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) ter rejeitado que essa pergunta tenha violado o princípio de equidade ou benefício dos alunos que já a tinham treinado, foi noticiado que esse parecer, disponibilizado pelo Ministério da Educação, foi redigido à revelia dos conselheiros científicos do EduQA.
Acresce que a nova classificação digital dos exames tem registado constrangimentos, com professores a relatarem atrasos na distribuição das credenciais de acesso às provas, o que levou o júri nacional de exames a ajustar o calendário para a correção.