PS assegura que os professores não são responsáveis pelo caos criado pela leviandade do Governo
O deputado do PS Marcos Perestrello criticou o Governo da AD por ter desmantelado as estruturas do Ministério da Educação e garantiu que, ao contrário do que afirmam o primeiro-ministro e o ministro da Educação, a culpa do caos na classificação dos exames de acesso ao ensino superior não é dos professores.
“A responsabilidade não é dos professores, não é das famílias, não é dos jovens, a responsabilidade reside exclusivamente em decisões políticas do Governo de desmantelar o Ministério da Educação”, acusou o socialista em declarações à comunicação social depois de o ministro Fernando Alexandre ter acusado publicamente, mais uma vez, os professores pela situação.
“A responsabilidade não é dos professores, não é das famílias, não é dos jovens”
“A responsabilidade não é dos professores, não é das famílias, não é dos jovens”
Vincando que se trata de uma “situação da maior gravidade”, Marcos Perestrello lamentou que o primeiro-ministro e o ministro da tutela responsabilizem os professores pelo “caos que o Governo lançou sobre a classificação dos exames” e sublinhou que “há vários professores a afirmarem publicamente que não foram chamados a classificar exames”.
“O Governo desmantelou as estruturas do Ministério da Educação, reduzindo-as a metade”
“O Governo desmantelou as estruturas do Ministério da Educação, reduzindo-as a metade”
O parlamentar acusou mesmo o Executivo de “leviandade”: “O caos lançado sobre os exames, que põe em causa a confiança no sistema, foi lançado pela leviandade do Governo, que desmantelou as estruturas do Ministério da Educação, reduzindo-as a metade, que ignorou os problemas negativos que o teste-piloto de Filosofia do ano passado revelou”.
“O Partido Socialista tudo fará para pressionar e forçar o Governo a encontrar uma solução para o problema que o próprio Governo criou”, assegurou.
Ministro devia ter apresentado plano de contingência
Salientando que “o sistema de classificação dos exames tem funcionado, nas últimas décadas, como um relógio suíço”, Marcos Perestrello comentou que o “ministro da Educação devia ter sido capaz de apresentar um plano de contingência para resolver o problema”, o que não aconteceu.
E também dirigiu críticas às palavras de Luís Montenegro, que, “depois de mais de uma semana de silêncio, incapaz de dirigir uma palavra aos alunos, às famílias e aos professores, veio também ele lançar a responsabilidade sobre os professores”.
“O Primeiro-Ministro veio, também ele, lançar a responsabilidade sobre os professores”
“O Primeiro-Ministro veio, também ele, lançar a responsabilidade sobre os professores”
O primeiro-ministro disse ainda que “o país precisa de arriscar para evoluir”. Ora, garantindo que o que se passa na classificação dos exames “não é arriscar”, o deputado do PS aconselhou Luís Montenegro a não pôr em causa e a não jogar “com a vida dos portugueses em momentos-chave fundamentais para o futuro dos nossos jovens”.
