Exames nacionais: Governo tem de apresentar soluções justas de calendário
O deputado do PS Porfírio Silva instou o ministro da Educação a apresentar soluções de calendário para os exames nacionais “justas para todos” e criticou o governante por dizer que “está tudo tranquilo” quando a realidade mostra o oposto.
“Não há soluções mágicas para resolver uma embrulhada destas”, lamentou o socialista em declarações à comunicação social na sede nacional do PS, em Lisboa, defendendo ser da “responsabilidade do Governo trabalhar com as instituições para encontrar o melhor caminho possível”.
“Não há soluções mágicas para resolver uma embrulhada destas”
“Não há soluções mágicas para resolver uma embrulhada destas”
O socialista incentivou o ministro Fernando Alexandre a “olhar para o calendário com atenção e adaptá-lo em todas as medidas em que isso seja necessário, para proteger todos aqueles que estão a ser prejudicados ou que possam ser prejudicados por esse processo”.
Para Porfírio Silva, é “incompreensível que o ministro apareça a dizer que está tudo tranquilo” e que “não vê intranquilidade nenhuma nas escolas”.
“É incompreensível que o ministro apareça a dizer que está tudo tranquilo”
“É incompreensível que o ministro apareça a dizer que está tudo tranquilo”
O socialista atirou ao ministro a responsabilidade política de “não ter consultado os órgãos técnicos”, designadamente o Júri Nacional de Exames, “sobre se havia condições ou não para generalizar o teste-piloto do ano passado” do exame de Filosofia.
Acusando o ministro de atuar como quem quer “ter um pino na lapela a dizer ‘eu fiz uma reforma’”, Porfírio Silva asseverou que “um governante não pode prejudicar as vidas de dezenas de milhares de alunos e de famílias, desconsiderar aquilo que os organismos técnicos lhe dizem e avançar alegremente para algo que é uma ensarilhada enorme e que está a causar imensa perturbação”.
Como Fernando Alexandre tinha dito que as notas dos exames do secundário seriam publicadas na passada sexta-feira, foi criada uma “confusão” apenas para “priorizar o calendário político das promessas do ministro”, em vez de se “priorizar a segurança, a confiabilidade e a credibilidade do processo”, censurou.
“A homologação das pautas só devia ter sido feita quando se tivesse a certeza de que se estava a transmitir pautas fidedignas a toda a gente”, vincou.
Taxa de 25 euros deve ser abolida
Porfírio Silva considerou, em seguida, ser “um bocado estranho” o Governo ter ficado satisfeito pelo facto de a plataforma ter corrigido “os erros que ela própria provoca”.
O deputado do PS pediu ainda ao ministro para reconsiderar a gratuitidade da reapreciação dos exames nacionais do ensino secundário, abolindo a taxa de 25 euros, tendo em conta as falhas no processo de classificação. Para muitos alunos “está em causa terem a certeza de que cada um tem a sua prova correta”, disse.
