PS critica Governo por gastar sete milhões num programa de IA que não passa de um “brinquedo dispendioso”
O deputado do PS Miguel Costa Matos criticou o Governo da AD por ter desperdiçado sete milhões de euros no desenvolvimento de um modelo de Inteligência Artificial (IA), a Amália, que tem erros básicos e não serve para a modernização do Estado.
“Nós temos muitas necessidades de inteligência artificial no Estado, mas, infelizmente, a Amália tornou-se hoje apenas num brinquedo dispendioso que o Governo criou e para o qual não tem utilização”, lamentou o socialista em declarações à comunicação social.
“A Amália tornou-se hoje apenas num brinquedo dispendioso que o Governo criou e para o qual não tem utilização”
“A Amália tornou-se hoje apenas num brinquedo dispendioso que o Governo criou e para o qual não tem utilização”
Miguel Costa Matos sublinhou que “os portugueses ficaram a conhecer as piores alucinações do modelo de IA desenvolvido pelo Estado português”, que “não dá garantias de fiabilidade”, isto depois de o Executivo da AD “ter prometido um modelo sem riscos para os utilizadores que pudesse servir como uma plataforma de transformação da administração pública”.
A verdade é que, nas suas respostas, a Amália “erra do ponto de vista de factos básicos sobre quem é o primeiro-ministro, em que datas houve eleições, entre outras medidas”, denunciou.
“Os portugueses ficaram a conhecer as piores alucinações do modelo de IA desenvolvido pelo Estado português”
“Os portugueses ficaram a conhecer as piores alucinações do modelo de IA desenvolvido pelo Estado português”
“Se o propósito é que esta plataforma – que custou sete milhões de euros ao Estado – vá ter algum tipo de utilização da parte dos serviços públicos, ou vamos ter serviços públicos que utilizam as alucinações da Amália, ou então vamos ter serviços públicos que vão deixar a Amália num canto, como tantas outras destas inovações, e esses sete milhões de euros vão ter sido desperdiçados”, sustentou.
Assegurando que “o Partido Socialista não é contra o Estado português ter um modelo de IA”, o deputado defendeu que “esses investimentos têm de trazer benefício para os cidadãos, que exigem melhores serviços públicos e exigem mais crescimento económico”.
O padrão do Governo da AD
Miguel Costa Matos comentou que usar dinheiro do Estado para algo que não tem utilização “torna-se um padrão deste Governo” de Luís Montenegro. Um exemplo são os exames nacionais, com o Executivo a criar “uma plataforma informática que, apesar de ter recebido avisos que não era fiável, colocou em utilização, prejudicando o futuro de milhares de alunos”.
“É o caso também com os atrasos de um ano na Agenda Nacional de Inteligência Artificial, ou a falta de uma estratégia nacional de cibersegurança, no qual os investimentos lançados pelo Governo do PS estão agora a ser descontinuados”, enumerou.
“Esta não pode ser a reforma do Estado que Luís Montenegro prometeu”
“Esta não pode ser a reforma do Estado que Luís Montenegro prometeu”
De acordo com o deputado do PS, “é necessário modernizar o Estado, mas esta não pode ser a reforma do Estado que Luís Montenegro prometeu”.
