Mobilidade: a diferença entre fazer e anunciar
Falar de mobilidade no Alto Minho é falar de um dos principais fatores de desenvolvimento económico e social do território. É falar da capacidade de fixar população, atrair empresas, criar emprego, fomentar a economia e combater as desigualdades territoriais.
Foi essa visão que orientou os governos do Partido Socialista, apesar de muito continuar por fazer. A modernização e eletrificação da Linha do Minho aproximou o distrito do Porto, reforçou a ligação ferroviária à Galiza e melhorou a integração do Alto Minho na rede ferroviária nacional. A melhoria da ligação ao Parque Empresarial de Lanheses e a nova ligação entre o Parque Empresarial de Formariz, em Paredes de Coura, e a A3 aproximaram empresas, trabalhadores e mercadorias dos principais eixos nacionais e internacionais. Através do PRR, está igualmente em construção o novo acesso rodoviário entre a Zona Industrial do Vale do Neiva e o nó da A28.
Não são promessas. São obras concretas, investimentos executados ou em execução, que reforçam a competitividade do território e melhoram a qualidade de vida dos alto-minhotos.
Também já com o Partido Socialista na oposição foi aprovada a eliminação das portagens na A28, apesar do voto contra do PSD e do CDS-PP, corrigindo uma das maiores injustiças territoriais sentidas pela nossa região.
Naturalmente, muito continua por fazer. Foi por isso que o Partido Socialista nunca deixou de projetar novos investimentos para o Alto Minho, quer através do PNI 2030, quer na preparação do novo projeto ferroviário de alta velocidade. Porque o desenvolvimento do território não se faz por ciclos políticos: faz-se com visão, continuidade e compromisso.
É precisamente aqui que surge o contraste com a atuação do atual Governo. Primeiro, anunciou investimentos estruturantes sem contemplar as principais prioridades do Alto Minho. Depois, perante a mobilização dos autarcas, das instituições e da sociedade civil, recuou e apresentou novas intervenções para a região, com horizonte em 2030.
Todos desejamos que essas obras avancem. O Alto Minho precisa delas. Mas um anúncio, por mais positivo que seja, não substitui uma decisão. Para que exista confiança é indispensável conhecer a programação financeira, o calendário de execução, os projetos e os atos formais que vinculem o Estado ao cumprimento desses investimentos.
O Alto Minho não pede favores. Exige apenas o respeito que resulta de uma política de mobilidade coerente, capaz de ligar pessoas, concelhos e empresas. Merece um Governo que transforme compromissos em obras e não confunda anúncios com decisões. Porque o futuro da nossa região mede-se menos pelo número de anúncios e mais pelas obras que ficam.
