África é decisiva para o futuro de Portugal
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, defendeu hoje, em Maputo, que “África é decisiva para o futuro de Portugal e para o futuro do projeto europeu”, e garantiu que o Partido Socialista está disponível para contribuir para um diálogo inclusivo que sirva “o propósito da paz e do desenvolvimento”.
“Portugal tem aqui um papel crucial a desempenhar, nesta ponte de diálogo entre Europa e África”, afiançou José Luís Carneiro, que está esta semana em Moçambique, juntamente com o presidente do Grupo Parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias.
O secretário-geral do PS afirmou que Moçambique é “um país charneira na relação com o Índico, mas também na relação com a África do Sul e com a África austral, na afirmação dos nossos interesses comuns no quadro da CPLP, quer na cooperação linguística, quer na cooperação técnica, cultural e científica, quer também na promoção do investimento e da cooperação empresarial e económica”.
O líder do Partido Socialista considerou que o “investimento na formação e na capacitação das pessoas é uma prioridade essencial ao desenvolvimento económico” e comentou que a sua deslocação a Moçambique permitiu “tomar consciência do momento” que o país vive, com megaprojetos de gás natural a avançar e lançar a produção moçambicana para uma das maiores em África até 2030.
“O investimento na formação e na capacitação das pessoas é uma prioridade essencial”
“O investimento na formação e na capacitação das pessoas é uma prioridade essencial”
Desde segunda-feira, José Luís Carneiro e Eurico Brilhante Dias reuniram-se com empresários portugueses e moçambicanos, com a comunidade nacional radicada em Maputo, com o Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, e com a presidente do Parlamento moçambicano, Margarida Talapa. E em todos estes encontros reafirmaram a vontade do Partido Socialista em reforçar a cooperação parlamentar, nomeadamente “utilizando e valorizando” o quadro de cooperação da CPLP.
Sobre o diálogo inclusivo nacional que prevê várias reformas até 2027 e que foi lançado para a pacificação em Moçambique, depois dos protestos que se seguiram às eleições de 2024, José Luís Carneiro transmitiu a disponibilidade do PS “para contribuir para que esse diálogo inclusivo nacional possa servir o propósito da paz e do desenvolvimento”.
“Mas exige um cuidado político muito grande, nomeadamente no sentido que este diálogo inclusivo nacional possa enraizar-se na vida das comunidades locais e ser capaz de integrar os mais jovens na construção deste processo de desenvolvimento social e de desenvolvimento político, porque bem se sabe que a grande questão está no encontro das oportunidades para que estas mais jovens gerações se possam reconciliar com a vida política e com as instituições democráticas”, apontou.
