Edite Estrela defende maior “salvaguarda democrática” quanto mais poderosa for a tecnologia
A deputada do PS Edite Estrela defendeu, no Conselho da Europa, em Estrasburgo, a necessidade de se regulamentar com “transparência e supervisão democrática” as grandes empresas de tecnologia, frisando que “o progresso tecnológico deve permanecer compatível com os direitos humanos, a democracia e o Estado de direito”.
Numa intervenção numa sessão plenária da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE), dedicada ao papel da OCDE na avaliação do impacto da inteligência artificial (IA) no futuro do trabalho, Edite Estrela salientou que “a IA está cada vez mais concentrada nas mãos de um pequeno número de poderosas empresas de tecnologia”, sendo que “as suas decisões podem afetar os mercados de trabalho e as nossas democracias”.
A presidente da delegação portuguesa à APCE sustentou que “precisamos de uma regulação eficaz, transparência, prestação de contas e uma supervisão democrática robusta destas empresas” de tecnologia. E o Conselho da Europa “tem uma responsabilidade única”, avisou.
Sublinhando que “a IA pode transformar as nossas sociedades”, Edite Estrela afiançou que “quanto mais poderosa se torna a nossa tecnologia, mais fortes devem ser as nossas salvaguardas democráticas”.
