AD cometeu um erro político grave ao travar ida do MAI ao Parlamento
O presidente do Grupo Parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, considerou que o PSD e o CDS cometeram um “erro político grave” ao travar a ida do ministro da Administração Interna ao Parlamento.
“É um erro político grave do PSD e do CDS em criar obstáculos a esse esclarecimento num momento em que é muito necessário”, defendeu Eurico Brilhante Dias, em declarações à Agência Lusa, depois da falta de consenso entre os partidos com representação parlamentar quanto à convocação de uma reunião da Comissão Permanente para ouvir o ministro da Administração Interna, a requerimento da Iniciativa Liberal.
O líder parlamentar sublinhou que o Partido Socialista não se opôs à realização da Comissão Permanente e “procurou viabilizar, por consenso, a realização” desta reunião.
Eurico Brilhante Dias recordou que o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, prometeu que, “em caso de não esclarecimento, a primeira coisa que fará é pedir ao primeiro-ministro uma reunião”.
“Em caso de não esclarecimento, a primeira coisa que fará é pedir ao primeiro-ministro uma reunião”
“Em caso de não esclarecimento, a primeira coisa que fará é pedir ao primeiro-ministro uma reunião”
“Quem não está disponível para esclarecer, não tem condições de exercício de funções públicas”, avisou o presidente da bancada socialista, assegurando que “está em causa a confiança dos cidadãos no Governo e nas instituições”.
Eurico Brilhante Dias notou que se tem assistido a “uma espécie de intervalo” em que o governante, ao não prestar esclarecimentos, está a “adensar ainda mais as dúvidas” sobre o seu mandato à frente da Polícia Judiciária e a “criar uma cortina de fumo” para desviar as atenções de assuntos como a subida do custo de vida e aumento dos combustíveis.
O PS tem a certeza de que “a Comissão Permanente devia ter reunido e esta muralha que o PSD e o CDS estão a fazer ao ministro da Administração Interna não ajuda nem o Governo, nem as instituições”, asseverou.
“A Comissão Permanente devia ter reunido”
“A Comissão Permanente devia ter reunido”
De acordo com o líder parlamentar do PS, “a transparência e a integridade não são aspetos apenas circunstanciais na vida política” e há o risco de que o “sistema político venha a gangrenar por questões como esta” se o ministro não esclarecer “com grande rapidez e urgência” todas as polémicas.
A Comissão Permanente é o órgão que assegura o funcionamento do Parlamento fora dos períodos de trabalho normais, sendo presidida pelo presidente da Assembleia da República e composta pelos vice-presidentes e por deputados indicados por todos os partidos com assento parlamentar.
