Caos no aeroporto de Lisboa revela a incompetência do Governo
Eurico Brilhante Dias criticou o Governo por ter deixado o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, sem um plano de contingência no período do Natal e acusou o Executivo da AD de incompetência.
“Neste Natal, o aeroporto de Lisboa não teve plano de contingência”, lamentou Eurico Brilhante Dias no encerramento do debate de urgência, requerido pelo PS, sobre o caos no aeroporto Humberto Delgado e o impacto da suspensão do novo sistema europeu de controlo automatizado de fronteiras.
O caos que assolou o aeroporto de Lisboa no mês de dezembro, com filas de várias horas no controlo de fronteiras, contrasta com o que aconteceu nas Jornadas Mundiais da Juventude, em 2023, “em que um milhão e meio de pessoas chegou ao aeroporto em 20 dias e tudo correu bem” porque houve preparação, comparou o presidente do Grupo Parlamentar do PS.
“Este Governo, por incompetência, não sabe governar”
“Este Governo, por incompetência, não sabe governar”
Eurico Brilhante Dias acusou o Governo da AD de incompetência: “Tal como foi incompetente no apagão, tal como foi incompetente no combate aos incêndios, mais uma vez demonstrou uma absoluta incompetência, não sabe governar e o Ministério da Administração Interna está ao Deus dará”.
O líder parlamentar do PS lamentou depois que a ministra da Administração Interna e o ministro da Presidência tenham “fugido ao debate”, principalmente depois das “falhas de segurança que a Comissão Europeia identifica como potenciais”.
Governo não tem uma solução estrutural para resolver o problema
Na abertura do debate, Pedro Delgado Alves assegurou que as “longas e inusuais filas no controlo de fronteiras têm um impacto extraordinariamente negativo no setor do turismo em Portugal e na imagem externa do país”.
Recuando a 3 de junho de 2025, o vice-presidente da bancada do PS recordou como o Governo anunciou, “com alguma pompa, que todos os problemas estariam resolvidos no prazo de duas semanas”.
“Ora, nesse preciso momento, em agosto, quando a situação era mais crítica, o presidente da Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo qualificou a situação como o pior momento de sempre no aeroporto de Lisboa”, salientou o socialista, ironizando ao comentar que “mal sabia o senhor presidente da associação que dezembro traria muitos mais momentos piores”.
“Em agosto, o Governo afirmou que tinha implementado novos sistemas de controlo fronteiriço, introduzido correções destinadas a assegurar maior eficiência e que a situação estaria – segundo o Governo – resolvida”, mas só se agravou, lamentou.
Pedro Delgado Alves referiu que, ao ler os relatos desta semana, “podemos ser levados a concluir – ou ficar descansados – pelo facto de, eventualmente, terem desaparecido as filas nos aeroportos e, em particular, no aeroporto Humberto Delgado”. No entanto, o dirigente socialista explicou que “nada está resolvido, porque a forma simples de o Governo superar a dificuldade foi, pura e simplesmente, deixar de ter a funcionar o sistema de controlo de entradas e saídas em território nacional”.
“A diferença de fundo é que nada está resolvido”
“A diferença de fundo é que nada está resolvido”
“É a ausência do sistema a funcionar que eliminou as filas, não é qualquer solução estrutural definitiva para o problema”, vincou.
O vice-presidente da bancada do PS pediu, assim, aos membros do Governo para assumirem responsabilidades: “Assumam a responsabilidade por um procedimento que foi por vós gerido, foi por vós criado e não foi por vós superado”.
