
Infiltração de grupos extremistas é um risco para as próprias forças de segurança
O vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS Pedro Delgado Alves defendeu que os cidadãos e a Assembleia da República “têm o direito de debater a melhor forma para se eliminar o extremismo radical” e alertou para a necessidade de haver uma “especial atenção” aos casos de infiltração nas forças de segurança de pessoas ligadas a grupos extremistas e racistas.
Num debate setorial com a ministra da Administração Interna, o socialista salientou que é essencial que “a comunidade confie nas suas forças de segurança”, assim como é um “direito das polícias e dos guardas não serem associados a práticas violadoras das leis por parte dos seus colegas, porque nunca devemos generalizar em circunstância alguma”.
O deputado referia-se a ocorrências de violência dentro das forças de segurança, mais concretamente ao caso conhecido na semana passada numa esquadra em Lisboa, possivelmente “o caso mais grave na história da democracia, com crimes de tortura, sequestro agravado, violação, ofensas à integridade física qualificadas”.
“Estamos a falar, talvez, do caso mais grave na história da democracia”
“Estamos a falar, talvez, do caso mais grave na história da democracia”
“Malogradamente, nos últimos anos, estes deixaram de ser atos que ouvimos falar muito raramente. Continuam a ser a exceção, mas, infelizmente, temos muita evidência de que há mais casos do que no passado”, lamentou.
Pedro Delgado Alves assegurou que o problema não está na PSP nem na GNR, “está sim nas pessoas que não deviam ser da PSP, que não deviam ser guardas”. E defendeu que “não basta aguardar pela punição e pela dimensão repressiva”.
Já esta semana foi noticiada a presença de agentes das forças de segurança entre os detidos numa operação contra extremistas no grupo 1143.
O vice-presidente da bancada socialista alertou para a necessidade de haver uma “especial atenção para a infiltração nas forças de segurança, porque é um risco para as próprias forças de segurança”.
“Há a necessidade de haver esta especial atenção à infiltração nas forças de segurança”
“Há a necessidade de haver esta especial atenção à infiltração nas forças de segurança”
Trata-se de “casos de paramilitarização – que é perigosa – de associações que são manifestamente violadoras da Constituição da República, no sentido em que são associações de natureza racista, que são proibidas pela lei”, vincou.
“A República, a Assembleia e os cidadãos têm o direito de poder escrutinar, acompanhar, debater a melhor forma para todos, em conjunto, eliminarmos o extremismo radical e violento que até planeia ações contra comunidades migrantes, planeia ações para tentar imputar às comunidades migrantes factos para gerar ódio”, disse.