
José Luís Carneiro pede ao Governo para parar de “transformar Portugal” para pior
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, pediu ao primeiro-ministro para parar de tentar transformar Portugal, porque o país “está cada vez pior”, e perguntou se Luís Montenegro irá ceder ao Chega na diminuição da idade da reforma para honrar o compromisso com André Ventura no pacote laboral.
No debate quinzenal com a presença do primeiro-ministro, José Luís Carneiro notou que a intervenção inicial do chefe do Executivo tinha o mote “transformar Portugal” e pediu para não continuar a transformar o país, “porque Portugal está cada vez pior – está pior na saúde, na habitação, no custo de vida e está pior também na economia”.
“O Governo veio criticar no passado os governos do PS, porque tinham a economia a crescer 3%. Hoje o Governo deita fogo de artifício porque está a crescer 1,9%”, ironizou.
“O Governo deita fogo de artifício porque está a crescer 1,9%”
“O Governo deita fogo de artifício porque está a crescer 1,9%”
O secretário-geral do Partido Socialista defendeu que “o pior de tudo” é que “a economia portuguesa está a perder competitividade”. “A economia portuguesa perdeu posições em 57% dos mercados externos”, lamentou.
No dia do primeiro jogo da seleção portuguesa no Mundial 2026, José Luís Carneiro recordou que Luís Montenegro “prometia jogar à Ronaldo” e desejou que Cristiano Ronaldo “jogue melhor no Mundial, porque senão será mesmo uma desgraça para os interesses do país”.
Exigência do Chega tiraria 4,5 mil ME ao fundo de pensões
O secretário-geral do PS também criticou o primeiro-ministro por, em vez de apostar na investigação e no desenvolvimento, na inovação e na incorporação tecnológica, “propor ao Parlamento a desvalorização do trabalho e a retirada de condições de estabilidade aos trabalhadores”.
Assegurando que o Partido Socialista estará contra essa proposta do pacote laboral, José Luís Carneiro não deixou escapar que André Ventura, na sua intervenção, disse que há assuntos que está a tratar com o primeiro-ministro, sendo um deles a diminuição da idade da reforma.
Isso significaria “tirar um ano e nove meses à idade da reforma”, explicou o líder do PS, esclarecendo que “a reforma no ano de 2027 compatibiliza a esperança média de vida com a sustentabilidade do fundo de pensões”, o que significa “retirar ao fundo de pensões 4,5 mil milhões de euros”.
Perguntando ao primeiro-ministro como pretende financiar esse valor, José Luís Carneiro questionou qual das três hipóteses será seguida pelo Executivo da AD: “Cortar nas reformas os 10% que compensam estes 4,5 mil milhões de euros? Explicar às empresas se vão pagar mais TSU à Segurança Social? Ou aumentar os impostos para honrar esse compromisso com André Ventura?”.