Nota à Comunicação Social
Alto Minho fora das prioridades rodoviárias leva deputados do PS a questionar Governo
Os deputados do Partido Socialista denunciam a exclusão do Alto Minho dos planos do Governo para construir novas vias rodoviárias e vão questionar o Ministro das Infraestruturas sobre os critérios adotados, exigindo em simultâneo que projetos estratégicos para esta região sejam incluídos nos investimentos a realizar a partir de 2029.
Numa pergunta que tem como primeira subscritora a deputada eleita pelo Círculo Eleitoral de Viana do Castelo, Marina Gonçalves, é recordado que o Ministro Miguel Pinto Luz e o próprio Primeiro-Ministro mostraram, em visitas recentes, empatia e preocupação com os problemas claros de acessibilidade por todo o Alto Minho, pelo que não se compreende a “desconsideração injustificável” de deixar todo o distrito sem um único investimento estruturante, dos 33 que o Governo anunciou na última semana.
“O nosso distrito merece mais e merece um compromisso que não fique no papel ou que frustre expectativas legitimamente criadas”, defende Marina Gonçalves, que considera fundamental perceber os motivos que levam o Governo a ignorar os alto-minhotos e as suas justas reivindicações.
“O mesmo Governo que criticou a decisão do Partido Socialista de eliminar o pórtico de Neiva na A28, que permitiu reduzir o custo da mobilidade para as empresas e para as famílias, vem agora dizer que Viana do Castelo não é prioritária para os próximos anos, deixando na gaveta projetos estruturantes para ligar o nosso território e dar melhores condições de acessibilidade e de vida aos Alto-minhotos”, sublinham os deputados, lembrando que Primeiro-Ministro e Ministro das Infraestruturas reconheceram a importância de investir na rodovia para robustecer o tecido social e económico dos 10 concelhos como um todo, com especial destaque para a zona Valença – Melgaço e Ponte da Barca – Arcos de Valdevez.
“Os próprios deputados eleitos pelo partido que apoia o Governo salientaram, de forma muito assertiva, que as ligações da A28 a Monção e da A27 à fronteira da Madalena, em Ponte da Barca, iriam avançar, depois de uma resposta parlamentar por parte do Ministério das Infraestruturas e da Habitação, considerando que representava um passo significativo para reforçar a coesão territorial, promover a mobilidade das populações e criar melhores condições para as empresas de concelhos como Monção, Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca”, recorda-se.
Nesse sentido, os parlamentares querem saber qual foi o racional na identificação dos investimentos prioritários por parte do Governo e se a decisão foi articulada com os autarcas de todo o país.
Perguntam ainda que contributos foram, eventualmente, recebidos por parte dos municípios do Alto Minho e qual a calendarização que está prevista para os projetos prometidos ao território e por diversas vezes salientados nas visitas e nas audições regimentais na Assembleia da República.
Gabinete de Imprensa do GPPS
02 de julho de 2026