Nota à Comunicação Social
Deputado do PS Pedro do Carmo defendeu mais investimento e inovação para o futuro da proteína vegetal em Portugal
O deputado do Partido Socialista eleito pelo Círculo Eleitoral de Beja participou ontem no debate “O Futuro da Proteína Vegetal: Inovação com Memória e Combate à Amnésia Alimentar”, que decorreu na Casa do Parlamento, em Lisboa.
Em representação do Grupo Parlamentar do PS, Pedro do Carmo defendeu a necessidade de Portugal recuperar a proteína vegetal, que sempre esteve presente na Dieta Mediterrânica e na cozinha tradicional portuguesa.
“Portugal não precisa de descobrir a proteína vegetal, precisa de a recuperar. O grão-de-bico e as lentilhas não são tendências de Instagram, são o ADN da nossa resiliência”, descreveu o deputado, defendendo a participação ativa de agricultores, cooperativas, associações, indústria e as comunidades locais. “Têm de estar no centro desta transição. Não como figurantes, mas como protagonistas”, sublinhou.
Para Pedro do Carmo, esta transição para a proteína vegetal “não é uma moda urbana, é uma ferramenta de soberania e de saúde pública”, lembrando a forma como “o grão, o feijão, as favas e as ervilhas equilibram as carnes, os chouriços e as morcelas sabiamente produzidos no mundo rural”.
Embora celebremos a Dieta Mediterrânica como Património Imaterial da Humanidade, a verdade é que, nas últimas décadas, tem havido um “desvio profundo e perigoso desta matriz”, explicou Pedro do Carmo. “Enquanto transformamos a nossa gastronomia tradicional num objeto de museu para turista ver, as nossas cidades foram invadidas por uma cultura de fast food e de produtos ultraprocessados que nada têm a ver com a nossa saúde ou com o nosso território”, lamentou.
Para o PS, está em causa a defesa de quatro eixos prioritários:
1. Apoiar a Produção Nacional: Garantir rendimento justo aos agricultores para que as leguminosas voltem a ocupar os nossos campos e não apenas as prateleiras de importação;
2. Combater o Desvio Alimentar nas Cidades: É urgente reforçar a literacia alimentar e garantir que a proteína vegetal portuguesa seja a base das cantinas escolares e hospitais, combatendo a ditadura do fast food com o sabor e a saúde da nossa terra;
3. Investigação e Valorização: Não basta produzir grão; temos de o transformar em produtos de valor acrescentado, unindo a ciência à tradição;
4. Justiça Social e Territorial: Esta transição deve ser feita com o mundo rural. Não há sustentabilidade sem agricultores e não há futuro se perdermos a memória do que sempre soubemos fazer bem.
“Um modelo de sabedoria alimentar — que hoje os nutricionistas e os economistas redescobrem com espanto — sempre existiu em Portugal. Não precisamos de inventá-lo. Precisamos de o defender, de o financiar, de o promover e de o adaptar a um mundo que mudou — mas que continua a precisar de comer bem, de maneira justa e com respeito pela terra”, disse Pedro do Carmo, para quem o futuro da proteína vegetal em Portugal “não é uma causa de nicho, mas sim uma causa nacional que o Partido Socialista assume com determinação, com pragmatismo e com o orgulho de quem sabe de onde vem”.
Gabinete de Imprensa do GPPS
20 de maio de 2026