Nota à Comunicação Social
Fornos de Algodres fora dos apoios aos prejuízos da Kristin: Deputada do PS lamenta e acusa PSD e Chega de promoverem uma injustiça
A deputada socialista eleita pelo Círculo Eleitoral da Guarda, Aida Carvalho, lamenta a rejeição da proposta que tinha feito para a inclusão do município de Fornos de Algodres no regime excecional e temporário para a reconstrução e reabilitação em infraestruturas em concelhos afetados pela tempestade “Kristin”.
A proposta foi chumbada com o voto contra do PSD e a abstenção do Chega, na reunião desta manhã da Comissão de Ambiente e Energia da Assembleia da República, que discutiu a proposta de lei do Governo e a proposta do Grupo Parlamentar do Partido Socialista para a inclusão de vários municípios nos mecanismos de apoio.
“Esta decisão do PSD e do Chega resulta numa profunda injustiça e num erro para com a população e os agentes económicos deste concelho”, frisa Aida Carvalho.
Segunda a deputada, os danos provocados pelas intempéries em Fornos de Algodres justificavam plenamente a sua inclusão na proposta que prevê mecanismos de apoio excecionais para que o município possa retomar a normalidade.
“Do que pude apurar junto do presidente da Câmara Municipal de Fornos de Algodres, as intempéries desencadearam instabilidades de taludes, derrocadas de muros, danos em vias municipais e infiltrações generalizadas em edifícios e equipamentos públicos”, descreve Aida Carvalho.
Houve necessidade de realojar mais de 20 pessoas, há danos no edifício dos Paços do Concelho, na Biblioteca Municipal, na Central de Camionagem, na Residência de Estudantes, no Pavilhão Municipal, no Estádio Municipal, no Centro Escolar de Fornos de Algodres, no Jardim de Infância, no Centro Interpretativo, na Praia Fluvial da Ponte de Juncais, no Fontanário de Figueiró da Granja e na Escola de Figueiró da Granja. No total, e ainda numa estimativa preliminar, o presidente da Câmara aponta para prejuízos superiores a 3 milhões de euros.
“Perante este cenário, não tenho dúvidas de que se justifica um apoio equivalente ao dado a outros municípios para fazer face aos prejuízos”, sublinha Aida Carvalho, para quem a extensão e a natureza dos danos registados evidenciam um impacto relevante na segurança de pessoas e bens, na continuidade de serviços públicos essenciais e na ligação viária entre localidades.
Para a deputada, os partidos que inviabilizaram esta proposta “terão de ser consequentes e justificar a quem vive nestes territórios por que razão ficaram para trás”.
Gabinete de Imprensa do GPPS
25 de fevereiro de 2026