Nota à Comunicação Social
PS condena tratamento desumano infligido a ativistas por forças israelitas e posterior divulgação de imagens
O Grupo Parlamentar do PS condenou o tratamento desumano infligido por Israel aos ativistas que integravam uma flotilha humanitária com destino à Faixa de Gaza e foram detidos em águas internacionais, entre os quais estão dois cidadãos portugueses.
Num projeto de voto, os socialistas condenam veementemente o tratamento desumano, humilhante e atentatório da dignidade humana infligido pelas autoridades israelitas aos ativistas detidos na sequência da interceção da flotilha humanitária que procurava entregar ajuda humanitária e denunciar o bloqueio humanitário imposto à Faixa de Gaza.
Já esta semana a bancada do PS tinha pedido explicações ao Governo por causa da interceção de várias embarcações integradas na flotilha humanitária por forças militares israelitas, culminando na detenção de centenas de ativistas civis provenientes de dezenas de países, incluindo dois portugueses, Maria Beatriz Bartilotti Matos e Gonçalo Reis Dias, ambos médicos e ativistas humanitários, integrados na embarcação “Tenaz”.
Particular indignação internacional provocaram as imagens divulgadas ontem pelo ministro da Segurança Nacional de Israel, Ben-Gvir, nas quais vários ativistas surgem ajoelhados no chão, em filas, com as mãos amarradas atrás das costas, sob vigilância armada, num tratamento humilhante e atentatório da dignidade humana.
No projeto, cujo primeiro subscritor é o deputado João Torres, os socialistas sublinham que o Governo português condenou publicamente este comportamento, classificando-o como uma “humilhante violação da dignidade humana”, tendo igualmente convocado o encarregado de negócios de Israel e exigido garantias de proteção e libertação imediata dos cidadãos nacionais envolvidos.
Também membros do próprio Governo israelita criticaram a divulgação destas imagens e o tratamento infligido aos ativistas.
Segundo o Grupo Parlamentar do PS, a Assembleia da República não pode permanecer indiferente perante estas práticas de humilhação pública, maus-tratos e detenções em circunstâncias que atentam contra os princípios fundamentais da dignidade da pessoa humana.
Gabinete de Imprensa do GPPS
21 de maio de 2026