Nota à Comunicação Social
PS considera inaceitável encerramento da urgência obstétrica no Barreiro
A deputada do PS eleita pelo Círculo Eleitoral de Setúbal, Eurídice Pereira, considerou hoje inaceitável o anúncio da ministra da Saúde de encerramento das urgências de Obstetrícia do Hospital do Barreiro e avisou que “o distrito de Setúbal não pode ser o parente pobre”.
Numa declaração à imprensa após a audição regimental à Ministra da Saúde, que decorreu hoje na Assembleia da República, a deputada afirmou: “Hoje, com todas as letras, a ministra da Saúde anunciou na Comissão Parlamentar de Saúde que as urgências de Obstetrícia do Barreiro vão mesmo encerrar”, lamentou, recordando que também as urgências de Obstetrícia de Setúbal vão encerrar, uma vez que as grávidas só poderão aceder através de referenciação pelo CODU.
Eurídice Pereira explicou que, “na prática, o distrito de Setúbal, que tem cerca de 900 mil pessoas, passa a ter uma urgência de Ginecologia e Obstetrícia situada na ponta norte do distrito, ou seja, no Hospital Garcia de Orta, em Almada”.
A deputada assegurou que esta decisão “vai dar mau resultado, porque se junta a este problema o facto de a Península de Setúbal estar com graves problemas na resposta na emergência pré-hospitalar”.
A deputada do PS recordou que as grávidas dos concelhos do litoral alentejano de Alcácer do Sal, Sines, Santiago de Cacém e Grândola normalmente procuram o Hospital de São Bernardo, em Setúbal, “o que significa que, numa situação que não seja de absoluta emergência, terão de se deslocar da ponta do distrito sul até Almada, ao Garcia de Orta, que são cerca de 160 km”.
“Isto não é aceitável”, criticou Eurídice Pereira, que defendeu que “o país não pode estar sujeito a esta pressão e o distrito de Setúbal, obviamente, não pode ser o parente pobre”.
Gabinete de Imprensa do GPPS
24 de fevereiro de 2026