PS acusa Chega de viver da degradação das instituições
O presidente do Grupo Parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, acusou o Chega de querer fugir ao debate sobre a vida concreta dos portugueses e afiançou que o partido de extrema-direita “só vive da degradação das instituições”.
Durante o debate de urgência requerido pelo Chega sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito ao ministro Luís Neves, Eurico Brilhante Dias admitiu esperar que o partido de extrema-direita levasse ao Parlamento “um assunto institucional grave”, como o assalto ao gabinete de André Ventura na Assembleia da República.
“Um assalto a um gabinete neste Parlamento é das coisas mais graves que podem acontecer em democracia”, asseverou o líder parlamentar do PS, que criticou André Ventura por usar a imunidade parlamentar de que dispõe enquanto deputado para não ir testemunhar presencialmente à Polícia Judiciária (PJ), preferindo um testemunho por escrito.
Eurico Brilhante Dias perguntou a André Ventura o motivo para querer fugir da PJ: “Porque é que não vai à Polícia Judiciária, olhos nos olhos, dizer, como testemunha, o que aconteceu no assalto ao seu gabinete?”.
O presidente da bancada socialista frisou que a “única urgência” do Chega é fugir do debate sobre a “vida dos portugueses, das rendas, do preço da habitação, do custo de vida”.
O líder parlamentar do PS explicou, em seguida, que André Ventura “não usa a questão do ministro Luís Neves por acaso”, mas sim porque, “na semana passada, aprovou a lei das rendas com o Governo, seguindo a agenda imobiliária dos financiadores” do Chega.
Ora, trata-se de uma lei que “vai retirar aos inquilinos direitos, que vai ter mais despejos, com os jovens e os idosos com mais dificuldades”, lamentou. Mas André Ventura “precisa de uma cortina de fumo para não falar da agenda que nem é sua, é a agenda dos seus financiadores imobiliários”, atacou.
Eurico Brilhante Dias recordou que o Chega chumbou três vezes as propostas do Partido Socialista sobre o custo de vida, porque o partido de extrema-direita “só vive da degradação das instituições”.
“O pior do sistema é o Chega e os seus 60 deputados”, disse.
