
PS avisa Governo que o tempo das promessas acabou há 24 meses
O deputado do PS Armando Mourisco pediu ao Governo para “deixar de conduzir o país a olhar para trás” e começar a governar, e acusou o Executivo da AD de ora funcionar a “velocidade de propaganda oficial”, ora a “velocidade lenta e burocrática da vida real”.
Dois anos depois da tomada de posse do Governo de Luís Montenegro, “o descontentamento é generalizado; já não é um ruído de fundo, é um grito de alerta”, denunciou o socialista durante o período das declarações políticas.
“Os portugueses estão exaustos de um país que funciona a duas velocidades: a velocidade da propaganda oficial e a velocidade lenta e burocrática da vida real”, criticou o socialista, recordando que, quando Luís Montenegro estava sentado na bancada da oposição, “tinha uma solução no bolso para cada problema do país”, mas parece que “as soluções mágicas da AD expiraram quando tomaram posse como Governo” e, “ao contrário de magia, tivemos ilusionismo”.
“As soluções mágicas da AD tinham um prazo de validade”
“As soluções mágicas da AD tinham um prazo de validade”
Armando Mourisco deu vários exemplos, entre eles o da saúde, que está num “estado de urgência permanente”. A AD prometia “resolver o caos na saúde num ápice, com um ‘choque de gestão’ que, pelos vistos, foi tão forte que deixou o Serviço Nacional de Saúde em estado de choque e paralisia”, ironizou.
O Governo tem também anunciado “medidas que não resolvem o preço da habitação, não baixam uma renda nem ajudam um jovem a sair de casa dos pais”, lamentou o deputado, referindo que estamos a assistir “a uma geração inteira a ser impedida de construir um futuro”.
Já a economia “encontra-se em estagnação, com um crescimento curto de 2% e à custa do consumo” e, para agravar este cenário, houve um “aumento do custo do cabaz alimentar e um aumento brutal no preço dos combustíveis” devido ao conflito no Médio Oriente, frisou.
Armando Mourisco voltou a criticar o Governo pelos “apoios pífios” a este aumento do custo de vida, uma vez “que não mitigam uma carga fiscal que asfixia quem precisa do carro para trabalhar”. “O Governo enche os cofres com o IVA da inflação, o povo esvazia o depósito e a esperança”, disse.
“O Governo enche os cofres com o IVA da inflação, o povo esvazia o depósito e a esperança”
“O Governo enche os cofres com o IVA da inflação, o povo esvazia o depósito e a esperança”
O parlamentar assegurou ao Governo que “o tempo das promessas de campanha acabou há 24 meses”. “O país não quer saber de quem é a culpa, o país quer saber quem é que vai, finalmente, governar para além do anúncio constante”, ressalvou.
Armando Mourisco defendeu que “é tempo de deixar a governação do retrovisor” e “de conduzir o país a olhar para trás, talvez para não ter de encarar o desastre que tem pela frente, e fazer aquilo que lhes compete: governar”.