PS avisa que alunos e professores não podem ser transformados em cobaias
A deputada do PS Aida Carvalho asseverou que o Partido Socialista não aceita que os alunos, os professores e as escolas sejam tratados como cobaias e explicou que o problema “não foi a digitalização” dos exames nacionais do secundário, “foi a forma como este Governo geriu essa mudança”, sem planeamento e sem coordenação.
“Hoje o sistema educativo está mais pobre, não porque tenha procurado inovar ou apostar na digitalização, mas porque este Governo falhou aos 166 mil alunos e às suas famílias”, criticou a coordenadora dos socialistas na Comissão de Educação e Ciência durante o debate de urgência, requerido pelo PCP, sobre os exames nacionais, com a presença do ministro da tutela.
“O sistema educativo está mais pobre”
“O sistema educativo está mais pobre”
Aida Carvalho sustentou que o Governo, “no seu ímpeto reformista, colocou em causa a confiança do sistema de exames nacionais e a estabilidade de um modelo que, ao longo de três décadas, conquistou a credibilidade, a integridade e o reconhecimento”.
Frisando que “o Partido Socialista nunca se opôs à inovação e nunca foi contra a digitalização”, a parlamentar asseverou que o PS nunca aceitará que, “em nome de um discurso reformista, se transformem alunos, professores e escolas em meras cobaias de experiências mal concebidas”.
Não vale a pena procurar responsabilidades no passado
“Falhou o planeamento, faltou articulação e faltou coordenação”, denunciou a deputada, assegurando que “não vale a pena procurar responsabilidades no passado”, uma vez que foi o Governo da AD que “decidiu avançar com este modelo, que garantiu que estavam reunidas as condições e é este Governo que tem de assumir a responsabilidade pelas decisões tomadas”.
“É este Governo que tem de assumir a responsabilidade pelas decisões tomadas”
“É este Governo que tem de assumir a responsabilidade pelas decisões tomadas”
Aida Carvalho lembrou que, no passado dia 1 de julho, na Assembleia da República, “o ministro garantiu que estavam reunidas todas as condições para cumprir o calendário e desvalorizou as preocupações manifestadas pelos professores classificadores”. Ora, “hoje já não se fala de dúvidas ou especulações, mas sim de factos, plataformas com falhas, procedimentos alterados durante a classificação, orientações sucessivamente revistas e milhares de professores obrigados a adaptar-se em pleno processo”, indicou.
A deputada do PS aproveitou para agradecer “a todos os professores classificadores, aos diretores das escolas, aos técnicos dos serviços administrativos que, com elevado profissionalismo, rigor e sentido de missão, garantiram a classificação dos exames nacionais, enfrentando a exigente pressão associada ao caos instalado”.
