PS estranharia se ministro não comparecesse à Comissão Permanente sobre os problemas com exames nacionais
A Comissão Permanente vai reunir-se na próxima segunda-feira para debater os problemas com os exames nacionais depois de um requerimento do PS, mas sem a presença obrigatória do Governo, avançou o vice-presidente da bancada Pedro Delgado Alves, que lamentou que, por incapacidade do Chega, não se realize um debate sobre os temas que têm estado na agenda relativamente ao ministro da Administração Interna.
No final da conferência de líderes desta manhã, Pedro Delgado Alves afiançou que o PS manifestou o seu acordo à realização do debate com o ministro da Administração Interna, requerido pelo Chega, e propôs um debate com o ministro da Educação.
Como o Regimento da Assembleia da República não prevê a convocação de um ministro para a Comissão Permanente, cabendo ao Governo decidir se se fará representar nesse debate, o Grupo Parlamentar do PS teve a “capacidade de construir uma solução” para permitir a realização do debate e a vinda do ministro Fernando Alexandre, explicou.
Pedro Delgado Alves admitiu que “não passa pela cabeça” do PS que o governante não compareça ao debate, uma vez que “será a pessoa que estará em condições de prestar os esclarecimentos necessários”. “Um debate sem a vinda do ministro seria estranhíssimo”, defendeu.
“Um debate sem a vinda do ministro seria estranhíssimo”
“Um debate sem a vinda do ministro seria estranhíssimo”
No entanto, “o mesmo não foi possível em relação à vinda do ministro da Administração Interna”, já que o Chega não aceitou esta solução. “Parece-nos que a solução encontrada, que é realizar um debate sobre esta matéria, em que o Governo se faz representar, permitia um palco parlamentar suficientemente adequado para que o tema fosse discutido”, comentou.
“É uma oportunidade perdida e lamentamos que o Chega não tenha tido a capacidade de contribuir para termos, na próxima semana, um debate necessário aos esclarecimentos que ainda estão por prestar”, sustentou Pedro Delgado Alves.
Ceuta não faz parte do espaço Schengen
Questionado sobre a iniciativa que o Chega vai entregar no Parlamento a pedir a suspensão temporária da aplicação do Acordo de Schengen e a reposição imediata do controlo nas fronteiras terrestres com Espanha, depois de milhares de migrantes terem chegado a Ceuta nas últimas horas, Pedro Delgado Alves afirmou que “não devemos procurar cavalgar, de forma populista e desinformada, situações que preocupam um país vizinho, o pleno do espaço Schengen e dos vários países da União Europeia”.
“Não devemos procurar cavalgar, de forma populista e desinformada, situações que preocupam um país vizinho”
“Não devemos procurar cavalgar, de forma populista e desinformada, situações que preocupam um país vizinho”
“O Chega não terá visto que Ceuta não faz parte do espaço Schengen”, ironizou o socialista.
Reforçando que “não é com desinformação que o problema se vai resolver”, o deputado garantiu que o PS acompanhará os desenvolvimentos dos próximos dias.
