
PS quer facilitar dádiva de sangue em contexto laboral e campanhas dirigidas aos jovens
A deputada do PS Irene Costa defendeu uma articulação entre os parceiros sociais e as entidades empregadoras para facilitar a dádiva de sangue no contexto laboral, para contrariar a diminuição de dadores regulares que se tem verificado nos últimos anos.
“Enfrentamos hoje um desafio sério e urgente: as reservas de sangue no nosso país estão sob pressão e o número de dadores regulares tem diminuído nos últimos anos”, assinalou a socialista durante a apresentação do projeto de resolução do PS pela promoção estruturada da dádiva voluntária e regular de sangue.
Irene Costa considerou que a renovação geracional dos dadores de sangue é um “desafio estrutural e de futuro”, uma vez que “a evolução demográfica de Portugal marcada pelo envelhecimento da população exige que consigamos captar novos dadores, sobretudo entre os jovens, adultos e estudantes”.
Foi com este “sentido de responsabilidade cívica e com compromisso” que o Grupo Parlamentar do PS apresentou o projeto de resolução que quer “facilitar a dádiva no contexto laboral, em articulação com os parceiros sociais e com as entidades empregadoras”.
De acordo com a deputada do PS, o objetivo é promover “horários compatíveis com a atividade profissional para que doar sangue seja compatível com a vida de quem trabalha”.
É de igual importância “reforçar a coordenação entre o Instituto de Português do Sangue e da Transplantação, as instituições de ensino superior, as associações académicas e empregadoras para criar programas regulares e estruturados de colheita de sangue onde as pessoas estudam, onde trabalham e onde vivem”, salientou.
A bancada do PS sugere ainda a criação de uma “estratégia nacional de renovação geracional de dadores em campanhas dirigidas aos jovens adultos e estudantes do ensino secundário, de forma a fomentar desde cedo a cultura da dádiva como um valor coletivo e um ato de cidadania ativo”, acrescentou a parlamentar.