PS quer uma RTP pública e bem gerida
O deputado do PS Davide Amado explicou que defender uma RTP pública significa ter a responsabilidade de enfrentar os seus problemas “para garantir que uma instituição essencial da nossa democracia continue a cumprir a sua missão” e lamentou que haja partidos que queiram acabar com o serviço público.
Durante a apresentação do projeto de resolução do PS, Davide Amado comentou que “as contas da RTP pioraram e o mercado dos média está a mudar profundamente, e há quem veja nesta fragilidade uma oportunidade para acabar com o serviço público”.
Numa crítica às bancadas da direita, o socialista referiu que “há quem admita privatizar e depois garanta também querer defender o serviço público”. “A Iniciativa Liberal é pelo menos franca: propõe a privatização integral da RTP, a eliminação progressiva da contribuição para o audiovisual e a saída integral do Estado. Não quer reformar o serviço público, quer acabar com ele”, julgou.
O deputado apontou as diferenças entre o PS e a Iniciativa Liberal: “A IL quer conhecer a RTP para a vender, o PS quer conhecer a RTP para a melhorar”.
“A IL quer conhecer a RTP para a vender, o PS quer conhecer a RTP para a melhorar”
“A IL quer conhecer a RTP para a vender, o PS quer conhecer a RTP para a melhorar”
Ora, o Partido Socialista “não quer vender a RTP, não foge ao debate e não acha que defender o serviço público dispense exigir boa gestão”, assegurou.
“A pergunta não é se queremos uma RTP pública ou uma RTP bem gerida, precisamos das duas coisas e por isso não fugimos aos números”, vincou o socialista.
Davide Amado defendeu que “é preciso conhecer a RTP a fundo, saber onde há desperdício e onde falta investimento”.
“Aumentaram os custos, as obrigações e as exigências tecnológicas, e é por isso que temos de discutir seriamente o modelo de financiamento, incluindo também a contribuição para o audiovisual”, sustentou o deputado do PS, que afirmou que “o Governo deve apresentar ao Parlamento uma análise séria das alternativas existentes e dos seus impactos financeiros, sociais e institucionais”.
