Lei laboral: Falta de acordo na concertação social é uma derrota do primeiro-ministro
“A ausência de acordo na concertação social sobre as questões laborais é, acima de tudo, uma derrota do Governo e do próprio primeiro-ministro”, asseverou o deputado do PS Miguel Cabrita, que acusou o Executivo da AD de ter conduzido o processo negocial “num clima de chantagem e de descredibilização dos sindicatos”.
Depois de a reunião na concertação social ter terminado, mais uma vez, sem acordo quanto às alterações à lei laboral, Miguel Cabrita frisou, em declarações à comunicação social, que “o Governo desistiu do diálogo social”.
“O Governo geriu mal este processo do primeiro ao último dia”
“O Governo geriu mal este processo do primeiro ao último dia”
“O Governo geriu mal este processo do primeiro ao último dia”, criticou o socialista, lembrando que o Executivo apresentou uma proposta – que não constava do seu programa eleitoral – “cheia de recuos para os jovens, para os trabalhadores e para as famílias”.
O Governo “nunca soube entender os sinais que foi recebendo, das críticas imediatas dos sindicatos a muitos setores da sociedade portuguesa, houve uma greve geral e o Governo não entendeu, houve propostas da UGT para alterar profundamente este pacote laboral e o Governo não entendeu”, lamentou.
O coordenador dos socialistas na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão disse que o processo negocial foi feito num “clima inédito de tentar encontrar um acordo ao mesmo tempo que, sistematicamente, se pressionava e se procurava descredibilizar o lado sindical”.
Miguel Cabrita assegurou que “a agenda do PS é completamente diferente”, estando “alinhada com o país e com as necessidades dos trabalhadores, dos jovens, das famílias e da economia”.
Admitindo não saber que proposta legislativa é que o Governo vai fazer chegar à Assembleia da República, o deputado sustentou que as propostas do PS “serão todas para procurar reequilibrar esta agenda, que nasceu muito desequilibrada a favor de um dos lados e que o Governo nunca revelou nem disponibilidade, nem vontade, nem capacidade para reequilibrar”.
