Nota à Comunicação Social
PS quer escolas de Manteigas de novo nas prioridades de intervenção do Governo
Os deputados do Partido Socialista querem saber por que razão as escolas do concelho de Manteigas foram retiradas da lista de estabelecimentos prioritários para obras de requalificação e questionaram o Ministro da Educação sobre os critérios concretos que estiveram na base desta decisão.
A deputada eleita pelo Círculo da Guarda e primeira subscritora da pergunta dirigida ao Governo considera que é urgente uma reavaliação das prioridades de intervenção, recordando que as escolas de Manteigas estavam, numa primeira fase e com base em avaliações técnicas, na lista de obras a realizar.
“Até agora não há registo público de resolução dos problemas de infiltrações, conforto térmico, acessibilidade e adequação de equipamentos ao ensino atual”, refere Aida Carvalho, sublinhando que “a escola é um pilar essencial da coesão social e do combate à desertificação no interior, pelo que as novas medidas levantam sérias interrogações sobre a continuidade das políticas de requalificação escolar”.
Este é um tema a que o Grupo Parlamentar do Partido Socialista tem estado particularmente atento, associando-se às preocupações legítimas expressas pela Assembleia Municipal de Manteigas.
Nesse sentido, para além de quererem conhecer os critérios para as prioridades de intervenção, os deputados socialistas perguntam ao Ministro da Educação qual foi a data da última avaliação técnica efetuada às escolas de Manteigas e quais as conclusões principais desse relatório.
Questionam ainda se o Governo pretende promover uma reavaliação urgente do estado das infraestruturas escolares em Manteigas, envolvendo as entidades locais, e se existem programas de financiamento previstos para a reintegração e requalificação destas escolas, no quadro das políticas de coesão territorial e combate à interioridade.
“Esta questão afeta diretamente a coesão territorial no interior do país, nomeadamente no distrito da Guarda, e não abdicaremos da nossa responsabilidade em defender o direito à educação de qualidade e a fixação de populações em territórios desafiados demograficamente”, conclui Aida Carvalho.
Gabinete de Imprensa do GPPS
13 de maio de 2026