PS exige ao Governo soluções que garantam justiça e equidade na crise dos exames
O vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS, Porfírio Silva, voltou a exigir ao Governo uma resposta responsável para a crise provocada pelos erros na correção dos exames nacionais, defendendo uma revisão consistente dos calendários para assegurar que nenhum aluno é prejudicado por falhas do sistema.
Durante a sua intervenção, o deputado sublinhou que, desde o início desta crise, “a prioridade do PS tem sido que se resolvam os problemas dos alunos, das famílias e dos professores”, recordando que o Partido Socialista dirigiu ao Governo um conjunto alargado de questões e aguarda agora pelas respetivas respostas.
“Agora é tempo de procurar sensibilizar o Governo para que resolva os imbróglios que criou”, afirmou, defendendo que, em vez de sucessivos remendos, o Executivo deve promover uma revisão consistente dos calendários, garantindo justiça para todos os estudantes: tanto para aqueles que já têm a sua classificação estabilizada como para os que continuam sem uma nota definitiva por motivos que lhes são alheios.
O deputado chamou igualmente a atenção para a situação dos alunos do 9.º ano, questionando quantos continuam sem classificações definitivas e denunciando situações em que escolas receberam as provas em formato digital para consulta dos alunos, tendo esses documentos sido posteriormente retirados do sistema, comprometendo o direito à reapreciação.
O PS manifestou ainda preocupação com o arranque do próximo ano letivo, questionando o impacto do adiamento do calendário no ensino secundário, a sobrecarga imposta aos professores e as condições existentes para garantir um início de aulas tranquilo.
Porfírio Silva alertou igualmente para os atrasos no concurso dos técnicos especializados, que deveria ter terminado a 30 de junho, considerando que o processo foi mal concebido e cria situações de injustiça para profissionais que há anos trabalham nas escolas. Recordou, a este propósito, as críticas da Associação Nacional de Dirigentes de Agrupamentos e Escolas Públicas e da Ordem dos Psicólogos, que têm alertado para os efeitos negativos destes atrasos no funcionamento das escolas.
O vice-presidente da bancada socialista reiterou que o PS não está contra reformas no sistema educativo, mas rejeita reformas feitas sem preparação. “Somos contra a imprudência e a impreparação para implementar. E somos contra que as ilusões tecnológicas façam perder de vista os objetivos pedagógicos”, afirmou, defendendo que cabe agora ao Governo garantir equidade e assegurar que nenhum aluno seja prejudicado por erros administrativos ou tecnológicos.
