+351 213 919 000
gp_ps@ps.parlamento.pt
grupo-parlamentar-ps-logo-2023
  • Sobre nós
    • Direção
    • Deputados
    • Líderes e Legislaturas
  • Atividade Parlamentar
    • Parlamento
      • Estatuto e Eleição
      • Organização e funcionamento
      • Competências
      • Comissões Parlamentares
    • Iniciativas
      • Apreciações Parlamentares
      • Inquéritos Parlamentares
      • Projetos de Deliberação
      • Projetos de Lei
      • Projetos de Regimento
      • Projetos de Resolução
      • Projetos de Revisão Constitucional
  • Atualidade
    • Notícias
    • Artigos de Opinião
    • Notas de imprensa
    • Orçamentos do Estado
      • OE2026
      • OE2025
  • Multimédia
    • Fotogaleria
    • Videogaleria
  • OE2026
  • Contactos
✕
  • Sobre nós
    • Direção
    • Deputados
    • Líderes e Legislaturas
  • Atividade Parlamentar
    • Parlamento
      • Estatuto e Eleição
      • Organização e funcionamento
      • Competências
      • Comissões Parlamentares
    • Iniciativas
      • Apreciações Parlamentares
      • Inquéritos Parlamentares
      • Projetos de Deliberação
      • Projetos de Lei
      • Projetos de Regimento
      • Projetos de Resolução
      • Projetos de Revisão Constitucional
  • Atualidade
    • Notícias
    • Artigos de Opinião
    • Notas de imprensa
    • Orçamentos do Estado
      • OE2026
      • OE2025
  • Multimédia
    • Fotogaleria
    • Videogaleria
  • OE2026
  • Contactos
grupo-parlamentar-ps-logo-2023
  • Sobre nós
    • Direção
    • Deputados
    • Líderes e Legislaturas
  • Atividade Parlamentar
    • Parlamento
      • Estatuto e Eleição
      • Organização e funcionamento
      • Competências
      • Comissões Parlamentares
    • Iniciativas
      • Apreciações Parlamentares
      • Inquéritos Parlamentares
      • Projetos de Deliberação
      • Projetos de Lei
      • Projetos de Regimento
      • Projetos de Resolução
      • Projetos de Revisão Constitucional
  • Atualidade
    • Notícias
    • Artigos de Opinião
    • Notas de imprensa
    • Orçamentos do Estado
      • OE2026
      • OE2025
  • Multimédia
    • Fotogaleria
    • Videogaleria
  • OE2026
  • Contactos
✕
  • Sobre nós
    • Direção
    • Deputados
    • Líderes e Legislaturas
  • Atividade Parlamentar
    • Parlamento
      • Estatuto e Eleição
      • Organização e funcionamento
      • Competências
      • Comissões Parlamentares
    • Iniciativas
      • Apreciações Parlamentares
      • Inquéritos Parlamentares
      • Projetos de Deliberação
      • Projetos de Lei
      • Projetos de Regimento
      • Projetos de Resolução
      • Projetos de Revisão Constitucional
  • Atualidade
    • Notícias
    • Artigos de Opinião
    • Notas de imprensa
    • Orçamentos do Estado
      • OE2026
      • OE2025
  • Multimédia
    • Fotogaleria
    • Videogaleria
  • OE2026
  • Contactos
✕
Artigo de opinião seguinte
Publicado por Cláudia Veloso em 11 de Agosto 2026
Categorias
  • Data11 de Agosto 2026
Terça-feira, 11 Agosto, 2026

Estar à altura de 900 anos de história

Autor: Paulo Lopes Silva
Meio: Público

Ao longo dos últimos meses, o país assistiu a um daqueles processos em que o Estado parece incapaz de escolher entre a solenidade e a improvisação. Em fevereiro, o Governo aprovou uma resolução do Conselho de Ministros para celebrar os 900 anos da Batalha de São Mamede, com um comissariado nacional sediado em Guimarães e uma missão clara. Em julho, o mesmo Governo aprovou uma nova resolução, agora para as comemorações dos 900 anos da Fundação de Portugal, com outra arquitetura, outro discurso e outra lógica política. Entre uma e outra, passou o tempo. E o tempo, neste caso, não trouxe clareza. Trouxe apenas confusão.

A primeira resolução tinha a vantagem de ser simples. Reconhecia São Mamede como um episódio determinante na consolidação da autonomia do Condado Portucalense e na formação do reino de Portugal. Criava um comissariado nacional, atribuía-lhe missão executiva, colocava a sua sede no Paço dos Duques em Guimarães, e fixava um calendário compatível com a preparação séria do centenário. Não era um modelo perfeito, mas era inteligível. E, sobretudo, percebia o essencial: quando se fala de 1128, não se está a falar de um ponto qualquer da geografia sentimental portuguesa. Está-se a falar de Guimarães e de São Mamede.

O problema é que o Governo aprovou essa resolução como quem coloca a primeira pedra simbólica num terreno onde não tenciona construir nada. O despacho com a composição do comissariado nunca apareceu dentro do prazo fixado. O Comissariado Nacional não reuniu. O programa não foi preparado. O calendário não arrancou. A resolução ficou em vigor no papel e ausente na realidade. Como membro designado pela Assembleia da República nesse comissariado, recebi apenas duas comunicações em seis meses: uma a informar que o comissariado mudava de âmbito, outra a informar que Paulo Portas ia tomar posse.

Até que chegámos a julho. Reunido em Guimarães, no cenário certo para uma decisão consistente, o Governo decidiu, afinal, outra coisa. Já não bastava celebrar os 900 anos da Batalha de São Mamede. Era preciso celebrar os 900 anos da Fundação de Portugal com uma narrativa que passava a juntar São Mamede, Ourique e Zamora, e com uma estrutura nova, mais pesada, mais política e mais distante da lógica inicial. Onde antes havia um órgão colegial com missão executiva, passou a haver um comissário geral, uma comissão executiva de nomeação governamental e um conselho geral alargado. Onde antes havia uma sede em Guimarães, passaram a existir duas reuniões anuais em Guimarães. A diferença é importante. Uma coisa é ter casa. Outra é ser apenas o sítio onde se faz a fotografia.

O país fica, assim, com duas resoluções em vigor sobre o mesmo tema e sem uma linha coerente entre elas. A primeira nunca foi executada. A segunda reescreve o objeto, redesenha o organograma e desloca o centro de gravidade político do processo. Em cinco meses, o Governo não produziu uma comemoração. Produziu um labirinto.

Esta inconsequência torna-se ainda mais séria quando se olha para o que a Assembleia da República aprovou. O PS e o CDS apresentaram projetos de resolução sobre este tema, ambos aprovados por unanimidade, com texto final comum. O Parlamento recomendou ao Governo que valorizasse São Mamede como uma das datas fundadoras da nacionalidade, que articulasse o dispositivo nacional com as iniciativas já em curso em Guimarães e que aproveitasse o trabalho que ali vem sendo desenvolvido. Não se tratava de uma formulação partidária, nem de uma imposição bairrista. Era um consenso abrangente, sensato e equilibrado. O Governo ouviu o Parlamento, tomou nota e seguiu noutra direção.

Convém recordar, aliás, que Guimarães não ficou à espera da iluminação tardia do Estado. Desde 2022 que o município vem trabalhando este tema com método em vez de aparato. O ciclo comemorativo construído em torno do Dia Um de Portugal foi-se afirmando com iniciativas educativas, jornadas históricas, programação cultural e um programa científico robusto, apresentado publicamente em dezembro de 2024 no Paço dos Duques. O programa Portugal 1128-2028 não nasceu de um impulso identitário nem de uma ansiedade de calendário. Nasceu de uma visão. E essa visão tem uma virtude que hoje se tornou rara: sabe distinguir entre celebrar a história e manipular a memória.

Faço uma declaração de interesses: era vereador da Cultura no executivo de Domingos Bragança que deu corpo a este trabalho. Mas sei que a vontade de continuar a executá-lo está presente no novo executivo.

É por isso que Guimarães não deve deixar de fazer o programa que estava a pensar fazer. Não por teimosia, nem por ressentimento, nem por qualquer forma de bairrismo. Deve fazê-lo porque esse programa é exigente do ponto de vista histórico e nacional no melhor sentido do termo. Assenta no trabalho dos melhores historiadores e medievalistas do país. Reúne uma comissão científica de grande qualidade. Integra a dimensão peninsular da fundação de Portugal. Trata São Mamede, Zamora e a bula Manifestis Probatum segundo o seu estatuto histórico próprio. E faz uma coisa que o novo dispositivo governamental ainda não mostrou saber fazer: celebra Portugal com rigor.

O programa de Guimarães não precisa de colar marcos históricos à força para parecer ambicioso, nem de empilhar datas para ganhar densidade. Não precisa de inventar uma coerência que a historiografia não confirma. Parte de São Mamede porque é aí que existe o consenso fundamental: é nesse momento que Portugal inicia, de facto, o seu caminho como entidade política autónoma. A partir daí, acompanha-se o processo de consolidação ao longo do tempo, com o critério que a matéria exige. A nação consolidou-se ao longo de 900 anos. Mas nem todos os momentos desse percurso têm o mesmo peso, nem a mesma natureza, nem a mesma densidade fundadora. Quando o Estado hesita entre o que a História sustenta e o que o imaginário consagrou, deve escolher a História. Tudo o resto é facilidade.

Guimarães não está a reclamar um privilégio, está a sustentar uma responsabilidade. Não pede que o país celebre apenas uma cidade, pede que o país saiba de onde parte quando decide celebrar a sua História. São Mamede não é um detalhe entre outros. É o ponto de partida que merece consenso e Guimarães é o lugar onde esse consenso ganhou forma, trabalho e programa. O que o Governo entregou até agora foi hesitação com aparato. Ainda vai a tempo de corrigir. Mas, para isso, tem de perceber uma coisa simples: não é Guimarães que precisa de se ajustar à confusão do Governo.

É o Governo que precisa de estar à altura de São Mamede, de Guimarães e da História de Portugal.

Fonte: Paulo Lopes Silva. Público. 10 de agosto de 2026

 

Partilhar
Contactos:

Palácio de S. Bento
Praça da Constituição de 1976
1249-068 Lisboa

Telefone: 213 919 000

Grupo Parlamentar:

História
Direção
Atividade Parlamentar

Ligações úteis:

Partido Socialista
Juventude Socialista
Assembleia da República
Parlamento Regional dos Açores
Parlamento Regional da Madeira
Governo de Portugal
Parlamento Europeu
Comissão Europeia
REPER
Partido Socialista Europeu
Grupo Parlamentar dos Socialistas e Democratas Europeus
Grupo Socialista Português no Parlamento Europeu
Internacional Socialista

© 2026 Grupo Parlamentar do Partido Socialista | Todos os direitos reservados | Política de Privacidade

    Pesquisa Avançada