OE 2027: PS denuncia que Governo não está preparado para apoiar os portugueses
O presidente do Grupo Parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, afirmou que o Executivo da AD se prepara para apresentar uma proposta de Orçamento do Estado para 2027 com “uma economia que cresce menos do que foi prometido aos portugueses e uma cautela quanto à inflação”, o que faz “antecipar que o Governo, de forma insensível, não está preparado para apoiar os portugueses” no próximo ano.
No final de uma reunião com os ministros das Finanças e dos Assuntos Parlamentares sobre o Orçamento do Estado para 2027, Eurico Brilhante Dias, acompanhado dos vice-presidentes da bancada do PS Marina Gonçalves e António Mendonça Mendes, anunciou que, “mais uma vez, incumprindo o seu programa eleitoral”, o Governo prevê que, no próximo ano, “a economia não volte a crescer 3%”, estimando que esteja próximo dos 2%.
“Mais uma vez se prova que fazer a economia portuguesa crescer 3% só um Governo do PS conseguiu nos últimos tempos”, sublinhou.
“Fazer a economia portuguesa crescer 3% só um Governo do PS conseguiu nos últimos tempos”
“Fazer a economia portuguesa crescer 3% só um Governo do PS conseguiu nos últimos tempos”
Quanto à inflação, “o Governo prevê para este ano uma média equivalente à de 2026, quando nós sabemos que uma parte do ano foi anterior à guerra do Médio Oriente”, sustentou. Eurico Brilhante Dias referiu que “o Governo prevê menos crescimento nominal, o que faz antever que não dispõe de nenhum instrumento de apoio às pessoas, em particular para o aumento dos combustíveis e para o aumento do custo do cabaz alimentar, que são hoje duas preocupações centrais dos portugueses”.
O líder parlamentar do PS mostrou-se “surpreendido” por o Governo não apresentar um instrumento de apoio, “mesmo que seja um instrumento cautelar construído a partir de uma outra taxa de inflação”.
Eurico Brilhante Dias recordou ainda que o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, colocou em cima da mesa “a necessidade de ter uma dotação orçamental que garantisse que os projetos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) – que não estavam terminados – tivessem no Orçamento do Estado uma dotação orçamental”. “Por aquilo que nos foi dito hoje pelo ministro de Estado e das Finanças, essa dotação orçamental será considerada”, revelou.
