PS quer ouvir com urgência entidades representativas dos setores económicos e sociais mais afetados pelos custos de energia
O Grupo Parlamentar do PS pediu a audição urgente de 16 entidades especialmente afetadas pelo aumento dos custos de energia, uma vez que a evolução dos preços da eletricidade, do gás natural e dos combustíveis continua a produzir impactos significativos sobre as empresas, os trabalhadores e as entidades dos setores social e associativo.
“A persistência de preços elevados e voláteis nos mercados energéticos, num contexto internacional marcado por forte incerteza geopolítica, repercute-se de forma particularmente intensa nos setores com maior dependência energética”, defendem os socialistas no requerimento enviado à Comissão Parlamentar de Ambiente e Energia.
“Estes impactos não se distribuem de forma homogénea”
“Estes impactos não se distribuem de forma homogénea”
No documento, cujo primeiro subscritor é o coordenador dos socialistas na Comissão de Ambiente e Energia, Pedro Vaz, os parlamentares salientam que estes impactos não se distribuem de forma homogénea entre os diferentes setores da economia e da sociedade.
Os socialistas acreditam que a diversidade de realidades exige uma avaliação diferenciada dos impactos da crise energética e da adequação das medidas de mitigação existentes.
A Assembleia da República deve, por isso, dispor de informação direta, atualizada e tão completa quanto possível sobre os efeitos concretos que estão a ser sentidos pelos diferentes setores económicos e sociais.
“A audição das entidades representativas permitirá conhecer, de viva-voz, a evolução dos custos energéticos suportados por cada setor, o respetivo peso na estrutura de custos, os impactos sobre a atividade, a competitividade, o investimento, o emprego e a prestação de serviços, bem como avaliar a adequação das medidas atualmente em vigor e identificar eventuais respostas adicionais para o curto e médio prazo”, explicam.
Assim, a bancada do Partido Socialista requer as audições, com carácter de urgência, da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), da Associação Portuguesa dos Industriais Grandes Consumidores de Energia Elétrica (APIGCEE), da Associação Portuguesa das Indústrias de Cerâmica e de Cristalaria (APICER), da Associação dos Industriais de Vidro e Embalagem (AIVE), da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (ANTROP), da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), da Federação Portuguesa do Táxi e da Associação Portuguesa de Transportadores em Automóveis Descaracterizados (APTAD).
Os socialistas querem ainda ouvir a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI), a Associação dos Armadores das Pescas Industriais (ADAPI), a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) e a Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto (CPCCRD).
