
Esmagadora maioria da polícia respeita a dignidade de todas as pessoas
A deputada do PS Isabel Moreira informou a bancada da extrema-direita que “o que destrói a autoridade da polícia não é a sanção, é a violação de pessoas sem voz por agentes policiais”, e frisou que “a esmagadora maioria dos polícias cumpre a lei”.
Durante um debate requerido pelo Chega sobre as forças de segurança, Isabel Moreira vincou que o que se passou na esquadra do Rato, em Lisboa, “é o caso mais grave de violência policial desde o 25 de abril”, com vários agentes a espancar, sodomizar e humilhar vítimas que eram “toxicodependentes, pessoas em situação de sem-abrigo e imigrantes”.
O caso é agravado pelo facto de estes agentes filmarem as agressões e partilharem “com dezenas de polícias em grupos de WhatsApp”, acrescentou a socialista, que assegurou que “isto é a definição do sentimento de impunidade”.
“André Ventura reagiu defendendo os suspeitos, os alegados violadores fardados de gente sem voz”
“André Ventura reagiu defendendo os suspeitos, os alegados violadores fardados de gente sem voz”
Ora, “André Ventura reagiu defendendo os suspeitos, os alegados violadores fardados de gente sem voz”, lamentou Isabel Moreira, que afirmou que o presidente do partido da extrema-direita “marcou este debate parlamentar para tentar defender a cumplicidade do Estado com a violência policial”. E avisou: “Não vai conseguir”.
A deputada do PS considerou que André Ventura “insultou as próprias forças de segurança quando disse que o ministro da Administração Interna estava mais preocupado em expulsar polícias do que em lhes dar condições”.
Ora, o ministro da Administração Interna “reconheceu a possível existência de uma cultura de violência – ligada a fatores complexos, incluindo o aliciamento de elementos da extrema-direita para dentro das forças de segurança, algo que há anos é denunciado neste Parlamento e que vários relatórios internacionais têm sublinhado”, apontou Isabel Moreira, asseverando que “isso não é incompatível com outra afirmação do ministro – a de que o sucedido não representa a cultura das forças de segurança”.
Reforçando que o governante “não hesitou em dizer aquilo que uma pessoa de bem tem de dizer”, a deputada do PS comentou que “o Estado de direito exige o que a própria PSP fez neste caso: investigar, detetar e apurar os factos”. Mas avisou que “o sistema de controlo interno não pode falhar durante quase um ano”.
“O sistema de controlo interno não pode falhar durante quase um ano”
“O sistema de controlo interno não pode falhar durante quase um ano”
“A esmagadora maioria dos polícias cumpre a lei”, sublinhou Isabel Moreira, assegurando que, “felizmente”, essa mesma maioria “não quer viver do medo nem exercer autoridade através do medo”. A esmagadora maioria da polícia quer aquilo que André Ventura “despreza”, que é o “respeito absoluto pela dignidade humana de todas as pessoas”, garantiu a socialista.