
Governo demonstra falta de liderança política no combate aos incêndios
O deputado do PS André Rijo criticou a “pouca proatividade do Governo e a falta de liderança política” no combate aos incêndios no ano anterior e questionou se o Executivo já percebeu que há um Mecanismo Europeu de Proteção Civil que pode ser acionado em função de dados, como o aviso de alerta vermelho em quatro distritos devido ao calor, a partir de amanhã.
Sublinhando que “a prevenção é meio caminho andado para um melhor combate aos incêndios”, André Rijo indicou, baseando-se em números do próprio Governo, que “apenas 30% da área prevista como prioritária a limpar de floresta na região Centro foi intervencionada”, depois do comboio de tempestades que assolou o país no inverno, “o que significa que a preocupação é grande quanto à acumulação de matéria combustível que potenciará a violência dos incêndios”.
“A preocupação é grande quanto à acumulação de matéria combustível que potenciará a violência dos incêndios”
“A preocupação é grande quanto à acumulação de matéria combustível que potenciará a violência dos incêndios”
Numa interpelação do partido Livre ao Governo sobre a época de incêndios, o socialista considerou que o acréscimo ao DECIR – Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais “não é suficiente para os desafios que a situação exigente no terreno recomendaria”, uma vez que se trata apenas de dois meios aéreos, sendo que “ainda estão a ser adaptados”, e mais 120 operacionais.
André Rijo assegurou que uma das questões que “correu pior no combate aos incêndios do ano anterior foi a pouca proatividade do Governo e a falta de liderança política” e recordou que “o maior incêndio de sempre em área ardida registado em Portugal foi o de Piódão, em 2025”, já no período de governação de Luís Montenegro.
“É inconcebível que o Governo não acione este mecanismo”
“É inconcebível que o Governo não acione este mecanismo”
Frisando que Portugal faz parte do rescEU, um Mecanismo Europeu de Proteção Civil, o socialista disse ser “inconcebível que o Governo não acione este mecanismo” quando os distritos de Lisboa, Setúbal, Coimbra e Leiria entram, a partir de amanhã, em alerta vermelho devido às elevadas temperaturas.