Nota à Comunicação Social
Deputados do PS eleitos por Setúbal reúnem com a CIM Península de Setúbal para debater estratégia de desenvolvimento da região
Os deputados do Partido Socialista eleitos pelo círculo de Setúbal, António Mendonça Mendes, Eurídice Pereira, Margarida Afonso e Carlos Pereira, reuniram-se com representantes da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Península de Setúbal, no âmbito do processo de elaboração e reflexão sobre o Plano Estratégico para o território, com horizonte 2028-2034 e tendo em vista o próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia.
O encontro permitiu identificar prioridades estratégicas para o desenvolvimento da Península de Setúbal e reforçar a articulação entre os representantes parlamentares e os diferentes agentes do território.
Durante a reunião, os deputados socialistas destacaram a importância estratégica da Península de Setúbal para o desenvolvimento do país, salientando o seu potencial produtivo, industrial e infraestrutural e a necessidade de criar condições para que esse potencial se traduza em mais emprego, investimento e qualidade de vida.
“A Península de Setúbal tem uma enorme capacidade produtiva, industrial e humana. O grande desafio é transformar esse potencial em desenvolvimento, emprego qualificado e melhores condições de vida. Para isso, precisamos de uma estratégia própria, construída com o território e com capacidade para mobilizar investimento. A Península de Setúbal tem de deixar de ser vista como periferia e assumir-se como um dos motores do desenvolvimento do país”, afirma a deputada Margarida Afonso.
Entre as principais prioridades abordadas, destacam-se:
- Uma estratégia própria para o território: A Federação Distrital do PS de Setúbal, em articulação com os seus deputados, irá apresentar formalmente à CIM um documento com linhas estratégicas para a região, centrado nas suas especificidades, potencialidades e necessidades.
- Reindustrialização e inovação: Foi salientado o papel da Península de Setúbal na estratégia de reindustrialização do país, promovendo uma maior articulação entre a base produtiva, o ensino profissional e politécnico e as novas oportunidades nos domínios da tecnologia, da transição energética e das indústrias de dupla utilização, com aplicações civis e de defesa.
- Combate às desigualdades e reforço dos serviços essenciais: Foi reafirmada a necessidade de combater as bolsas de pobreza e as situações de vulnerabilidade social, garantindo melhores condições de acesso a serviços essenciais, nomeadamente habitação digna, abastecimento de água, educação e saúde.
- Mobilidade e dinâmica demográfica: Os participantes destacaram a importância de reduzir a dependência pendular da região face à Área Metropolitana de Lisboa, bem como de assegurar respostas adequadas às transformações demográficas, ao crescimento populacional e às necessidades de integração das comunidades.
- Atração de investimento e aproveitamento dos fundos europeus: Foi defendida uma utilização estratégica dos fundos comunitários para reforçar a capacidade de desenvolvimento da Península de Setúbal, promovendo a atração de investimento e a valorização de uma imagem e de uma marca territorial associadas às oportunidades e aos desafios do futuro.
No final do encontro, os deputados do PS reiteraram a sua disponibilidade para manter uma colaboração próxima com a CIM Península de Setúbal, os municípios e os restantes agentes do território, contribuindo para que as prioridades da região sejam devidamente consideradas nas decisões nacionais e no próximo ciclo de financiamento europeu.
A Península de Setúbal deve afirmar-se como um território de produção, inovação, investimento e oportunidades, com capacidade para participar ativamente na definição do seu próprio futuro.
Eurídice Pereira, coordenadora regional do Grupo de Deputados de Setúbal, refere, no final do encontro, que “por certo prestamos uma primeira colaboração abrangente e consistente com as idiossincrasias do território e com as suas necessidades estruturais. Os fundos comunitários servem para, na base de uma estratégia territorial adequada, promover desenvolvimento autossustentável que nos permita prescindir deles. Não iremos ter verbas para tudo, mas a estratégia que está a ser construída, não desperdiçando as aprendizagens já alcançadas, pode e deve ser um bom guião para a robustez que a Península de Setúbal necessita. Terá o nosso contributo, sem margem para dúvidas”.
Gabinete de Imprensa do GPPS
25 de setembro de 2026