Nota à Comunicação Social
Deputados do PS pedem explicações à ministra da Saúde sobre interrupção do serviço de radioterapia em Évora
Os deputados do PS eleitos pelos círculos de Évora, Luís Dias, de Portalegre, Luís Testa, e de Beja, Pedro do Carmo, questionaram a ministra da Saúde sobre a situação jurídica e administrativa do concurso para a concessão da exploração da Unidade de Radioncologia da ULS do Alentejo Central, E.P.E., anunciado a 25 de fevereiro de 2026 e posteriormente adjudicado à empresa ATRYS Portugal Centro Médico Avançado, S.A., e alertaram que os doentes oncológicos do Alentejo não podem permanecer numa situação de incerteza quanto ao local onde irão realizar os seus tratamentos.
Na pergunta, os socialistas recordam que o serviço de radioterapia do Hospital do Espírito Santo de Évora assegurava, desde 2009, uma resposta essencial aos doentes oncológicos de toda a região do Alentejo.
Sendo imperiosa a substituição e modernização dos seus equipamentos, decorridos cerca de 17 anos desde a entrada em funcionamento da unidade, foi lançado um procedimento concursal para a concessão da exploração da Unidade de Radioncologia da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, E.P.E., incluindo a prestação dos respetivos serviços de saúde.
A concessão terá sido atribuída, em maio de 2026, à ATRYS Portugal Centro Médico Avançado, S.A. No entanto, segundo informações disponíveis, o procedimento concursal deveria ter sido lançado como concurso internacional, mas terá sido realizado apenas como concurso nacional. O Tribunal de Contas terá rejeitado o procedimento já após o início das obras e da instalação dos novos equipamentos.
A verdade é que doentes oncológicos da região já terão iniciado ou prosseguido os seus tratamentos de radioterapia em unidades localizadas em Lisboa e noutras regiões do país, obrigando-os, numa fase particularmente exigente das suas vidas, a deslocações para fora do Alentejo.
Os deputados do PS criticam a ausência de informação sobre a duração previsível desta solução transitória e defendem a importância de se apurar qual a articulação entre um contrato de concessão com uma duração prevista de cinco anos, eventualmente renovável, e o calendário de conclusão e entrada em funcionamento do novo Hospital Central do Alentejo.
Importa igualmente conhecer as consequências do eventual atraso ou inviabilização do procedimento concursal e das obras em curso, bem como o destino dos equipamentos e a forma como será assegurada a continuidade dos tratamentos.
Luís Dias, Luís Testa e Pedro do Carmo frisam que está em causa uma resposta essencial do Serviço Nacional de Saúde e o princípio da equidade no acesso aos cuidados de saúde. Os cidadãos do Alentejo têm o direito de saber quando voltarão a poder realizar tratamentos de radioterapia na sua região.
Gabinete de Imprensa do GPPS
15 de setembro de 2026