Nota à Comunicação Social
Deputados do PS visitaram zonas costeiras de Aveiro e vão levar ao Parlamento várias preocupações ambientais
Os deputados do Partido Socialista vão questionar o Governo e a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro sobre o desassoreamento dos cais piscatórios na Ria, para esclarecer quem tem a responsabilidade por essa tarefa e que medidas vão ser tomadas, se estão calendarizadas, e que investimentos estão previstos.
Este anúncio foi feito durante uma visita de trabalho que os deputados que integram a Comissão de Ambiente e Energia da Assembleia da República, bem como os eleitos pelo Círculo Eleitoral de Aveiro e os eleitos locais do PS, realizaram ao distrito de Aveiro, centrada em questões ambientais que preocupam as populações, os autarcas e os profissionais de setores relevantes para este território.
O objetivo da deslocação foi verificar, no terreno, a evolução da erosão costeira, a situação da lixeira da Praia de Maceda e avaliar a necessidade de rever programas de apoio ao setor da pesca.
Após um encontro com os pescadores da Murtosa, que decorreu no cais do Chegado, na Murtosa, o deputado socialista Hugo Oliveira descreveu que os pescadores já quase não conseguem atracar no cais, tendo de esperar pela maré.
“A Ria está navegável, mas o assoreamento do cais foi a principal preocupação que ouvimos, porque neste momento apenas conseguem, durante três horas, efetuar aquele que é o seu trabalho”, relatou o deputado eleito por Aveiro em declarações à Lusa, sublinhando que “da atividade piscatória local dependem dezenas ou mesmo centenas de famílias e o assoreamento tem impacto no seu trabalho e subsistência”, salientou.
No que se refere à erosão costeira, um dos principais desafios que o país enfrenta a curto, médio e longo prazo, os deputados consideram essencial que sejam efetivamente aplicados os planos de defesa da orla costeira e querem chamar ao Parlamento a Ministra do Ambiente, a Agência Portuguesa do Ambiente e os autarcas das zonas críticas, para que façam um ponto de situação dos projetos, respetiva calendarização e financiamento, uma vez que não basta anunciar o lançamento de planos.
“É fundamental proteger pessoas e bens e terminámos esta visita conscientes da necessidade de envolver mais a comunidade científica. Os shots de areia podem servir como solução emergente, mas temos de pensar no médio prazo e em soluções mais estruturais”, defende Hugo Oliveira.
Já sobre a situação da lixeira na Praia de Maceda, os deputados querem conhecer os resultados das monitorizações feitas pela Agência Portuguesa do Ambiente e pela CCDR do Centro, e que investimentos estão previstos até 2029. Para os deputados, é determinante que as intervenções a realizar sejam tecnicamente eficazes, sob pena de não alcançarem os resultados esperados, com danos ecológicos para o município.
Gabinete de Imprensa do GPPS
28 de abril de 2026