PS avisa que não há segurança quando as pessoas vivem com medo por serem quem são
A deputada do PS Isabel Moreira avisou o Governo que “a segurança não pode ser utilizada como pretexto para retirar direitos, criar inimigos internos ou transformar minorias em ‘gente suspeita’” e acusou a AD de ceder politicamente ao Chega nesta matéria.
Durante a discussão em plenário do Relatório Anual de Segurança Interna 2025 (RASI), Isabel Moreira defendeu que “não há segurança para todas as pessoas quando as pessoas têm de viver com medo por serem quem são” e assegurou que a responsabilidade dos partidos que apoiam o Governo é “particularmente séria” quando misturam “nacionalidade, imigração, crime e suspeita, ferindo a Constituição”.
“Enquanto este Governo diz que quer combater a violência doméstica, a violência sexual e os crimes de ódio – crimes que se destacam no RASI – cede politicamente ao Chega em matérias que atingem precisamente os instrumentos de prevenção”, criticou.
“Enquanto este Governo diz que quer combater a violência doméstica, a violência sexual e os crimes de ódio, cede politicamente ao Chega”
“Enquanto este Governo diz que quer combater a violência doméstica, a violência sexual e os crimes de ódio, cede politicamente ao Chega”
Isabel Moreira lembrou quando, há pouco tempo, o primeiro-ministro “fez simetrias entre o Chega e o PS”, o mesmo Chega “que foi dar um abraço à AFD, na Alemanha. A extrema-direita alemã que defende a remigração ou turmas separadas para crianças refugiadas e trabalho obrigatório para requerentes de asilo”, ou relativiza mesmo “a necessidade de ensinar o Holocausto”.
“Não é coerente falar de prevenção da violência e, ao mesmo tempo, aceitar a desvalorização da educação para a cidadania”, garantiu.
A socialista acrescentou que a mesma cedência do Governo ao Chega “aparece quando se transforma em alvo aquilo que deveria ser reconhecido como símbolo de liberdade, igualdade e segurança”, dando o exemplo do arco-íris, que “passou a ser alvo de ataque por parte do poder”.
Ora, as pessoas representadas no símbolo do arco-íris “veem com horror a sua autodeterminação a ser destruída”, lamentou Isabel Moreira, que explicou que “é assim que se alimenta precisamente o ambiente social em que a discriminação e os crimes de ódio podem prosperar”.
Isabel Moreira garantiu que o Partido Socialista não quer “uma política de segurança baseada no medo do outro”, mas sim “uma política de segurança baseada na proteção de todas as pessoas”.
